Em 17 de março de 2009, há 10 anos, morria o apresentador, estilista e deputado federal Clodovil Hernandes. Conhecido por sua personalidade forte, seus comentários ácidos e seu frequente envolvimento em polêmicas, Clodovil conquistou uma legião de fãs e outra de desafetos ao longo da carreira.
O estilista passou por quase todas as emissoras de TV aberta no Brasil, algumas das quais nem existem mais. Dono de uma personalidade forte, dificilmente conseguia se manter na mesma emissora por muito tempo - e colecionava inimigos por onde passava.
Na Globo, por exemplo, tinha desafetos com Marília Gabriela. Na RedeTV!, chegou a chamar Luisa Mell, então namorada de um diretor da emissora, de 'Rita Cadillac do futuro'. Na Band, fez críticas a Adriane Galisteu, envolvida com o patrocínio de seu programa. "Comecei a fazer televisão com 20 anos. Fiz muito programa vespertino com a Janete Coutinho, aquelas mulheres, na Tupi. Fiz muitas vezes a Rede Record, que era o máximo à época, e tal, muitas entrevistas", afirmava Clodovil, em vida. "Saí brigado de todas as emissoras que trabalhei, mas é porque eu, burramente, defendia os interesses do proprietário", justificava.
Foi em 1977, no extinto "8 ou 800", da Globo, apresentado por Paulo Gracindo, que Clodovil teve uma de suas primeiras participações marcantes na televisão brasileira. No programa, exibido nas noites de domingo, os participantes precisavam responder perguntas sobre um tema ou personalidade em busca do prêmio máximo de 800 mil cruzeiros. Clodovil escolheu Dona Beija, figura brasileira do século 19. E saiu vitorioso.
O primeiro programa solo, levando o seu nome, foi ao ar em 21 de março de 1983, às 21 horas, na Bandeirantes. "O público exigiu minha volta. Foram nove meses de conversação, até que eu me decidisse a fazer o programa, cuja proposta é levar ao público uma coisa bem brasileira", afirmava o apresentador, que estava longe das telas havia quase um ano.