O Usac, que avançou recentemente e se classificou para a segunda fase do Campeonato Paulista da Sub-23 da Segunda Divisão, a Segundona, não contará mais com o comando técnico de Luiz Cavalheiro, que pediu demissão anteontem do clube. Outra grande perda para o time é a saída de 14 atletas, que também pediram desligamento das atividades na manhã de ontem.
Por parte do treinador, as justificativas foram breves. Ele apenas disse que sua saída tem a ver com o acontecimento de coisas internas, das quais ele não concorda. "Essa é minha posição atualmente, espero que eu possa falar em uma outra oportunidade", completou Cavalheiro, que foi bem avaliado pela crítica local, principalmente pela classificação com segundo colocado de sua chave. Além disso, a frase que foi usada em suas redes sociais chama atenção: "não posso compactuar com atitudes que ferem meu caráter e princípios".
Por parte dos jogadores, a decisão foi um pouco mais clara. De acordo com informações preliminares, os jogadores acionaram o Sindicato dos Atletas de São Paulo pedindo a rescisão do contrato com o clube. Os 14 jovens alegam que estão com salários atrasados, alimentação inadequada e falta de acomodações para descanso.
O diretor do clube, Jorge Firmo, foi à Imprensa ontem e se pronunciou sobre o caso. Ele avaliou como inverdades os relatos feitos pelos atletas e disse que estes foram influenciados pela cabeça de membros e comissão técnica demitidos. Na visão de Firmo, o desejo dessas pessoas é prejudicar a parceria com a empresa gestora do clube.
A jornada do Usac nesta fase da Segundona começa na próxima sexta-feira, contra o Tupã e, de acordo com o Sindicato dos Atletas de São Paulo, o time do Alto Tietê corre grandes riscos de perder por W.O, o que neste momento não parece tão distante de acontecer em razão das condições
que vem enfrentando atualmente.
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