O Brasil começa sua caminhada em busca de mais um título da Copa América amanhã, com o apoio de sua torcida. Desta vez, a seleção não contará com sua principal estrela, Neymar Júnior, cortado por uma lesão no tornozelo direito. A ausência do craque - indiscutivelmente o melhor jogador da equipe - levanta dúvidas sobre a "Neymardependência", termo criado durante a passagem do atleta pela seleção, quando o time sofria para ganhar sem a presença dele. Mas agora, principalmente depois do amistoso contra Honduras, no domingo passado, quando a seleção goleou por 7x0, a grande dúvida - que talvez não tenhamos a resposta - é como os outros jogadores vão assimilar essa ausência.
O ponto a ser avaliado é o quanto o jogo do Brasil pode melhorar sem o camisa 10. Neymar sempre foi o alvo das atenções da Imprensa, mesmo quando em baixa. Talvez sua ausência possa resultar em um grupo mais unido e aguerrido, jogando coletivamente e descentralizando as jogadas.
Se ainda não podemos responder essas dúvidas, o que podemos cravar é que o Brasil é visto como um dos favoritos ao título, por alguns motivos. Jogando em casa, a seleção teve o episódio mais traumático de sua história, o temido 7x1 para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014. Mesmo assim, terminou em quarto colocado, melhor posição das últimas quatro edições que disputou. Além disso, o time possui uma mescla entre juventude, com David Neres e Lucas Paquetá, e experiência, com o bom zagueiro Thiago Silva e o lateral Daniel Alves.
Neste clima de incertezas, apenas em 7 de julho, dia da grande final, saberemos o quanto a seleção pode jogar sem Neymar. Até lá, só resta torcer.
* Texto supervisionado pelo editor.