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Se engana quem pensa que a seleção da Bolívia não possui nenhum título de expressão em sua história. Verdade é que é necessário fazer uma longa viagem no tempo, até 1963, para encontrar o grande triunfo da história do futebol no país, conquistado em sua própria casa.
Mas o que se vê atualmente na seleção boliviana está longe de inspirar a torcida a acreditar que o feito pode ser repetido 56 anos depois, agora em solo brasileiro. Para se ter uma ideia do desempenho dos andinos na Copa América, a equipe venceu apenas uma partida, nas últimas sete edições do torneio, quando, em 2015, derrotou o Equador.
Para piorar a situação dos bolivianos, a estreia na competição será justamente contra os donos da casa, o Brasil, na abertura do torneio, no dia 14, em São Paulo.
Usando o velho bordão, o "futebol é uma caixinha de surpresas", ainda há esperança. Mas parece ser difícil imaginar que os bolivianos conseguirão alcançar grandes feitos nesta edição. Porém, o fator imponderável, vem surpreendendo a todos quando o desempenho atual da seleção é analisado. Isso porque nas eliminatórias para a última Copa do Mundo, os bolivianos ganharam do Chile e da Argentina, seleções com camisas pesadas. Mesmo com esses dois resultados pontuais, a equipe não chegou à Copa.
O comando técnico fica a cargo do professor Eduardo Villegas, que aposta no atacante Marcelo Moreno, que já teve passagens por times de destaque no Brasil, como Cruzeiro e Grêmio.
Que o futebol nos apresente nesta Copa América uma daquelas surpresas que entram para a história do esporte com um desempenho brilhante da equipe boliviana, contrariando tudo o que foi escrito.
* Texto supervisionado pelo editor.
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