Tite foi mantido como técnico da seleção brasileira depois da eliminação na Copa de 2018 com o desafio de rejuvenescer o elenco que fracassou diante da Bélgica, mas 11 meses depois da derrota na Rússia e às vésperas da estreia na primeira competição do ciclo para o Mundial do Catar, a renovação ainda não foi vista. Dos prováveis titulares para o jogo de abertura da Copa América, contra a Bolívia, amanhã, sete jogadores estiveram na Rússia. Ou seja, a seleção brasileira deve iniciar a Copa América com mais cara de 2018 do que com uma versão 2019.
Desde a Copa, Tite convocou 44 jogadores, dos quais 24 não estiveram na Rússia e 11 estrearam na seleção. Logo depois da Copa, a comissão técnica estabeleceu um plano com etapas até o Mundial de 2022. A Copa América é a segunda fase desse processo. A espinha dorsal da equipe é a mesma que caiu nas quartas de final do Mundial. No gol, Alisson foi mantido. Na defesa, ficaram Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís. A "novidade" é Daniel Alves, 36 anos, que só não foi à Rússia porque se machucou. No meio, permaneceram Casemiro e Philippe Coutinho. No ataque, Roberto Firmino, reserva no Mundial, agora é titular.
A renovação comandada por Tite tem Richarlison e David Neres como protagonistas. O primeiro soube aproveitar a oportunidade e conquistou o seu espaço. Já David Neres ficou com a vaga de titular depois da lesão sofrida por Neymar, cortado da Copa América na semana
passada.(E.C).