A CBF confirmou ontem que o Panamá será o primeiro adversário da seleção brasileira em 2019. As equipes vão se enfrentar em amistoso marcado para 23 de março, às 14 horas (de Brasília), no estádio do Dragão, casa do Porto e que possui capacidade para 50 mil espectadores.
Atuar em Porto não será uma novidade para a seleção brasileira, mas os outros jogos do time na cidade portuguesa haviam sido no estádio das Antas, que foi demolido em 2004. Lá, a equipe derrotou o Sporting por 6 a 1 e empatou por 0 a 0 com o Porto, em amistosos disputados em 1934. Também empatou sem gols com Portugal em 1965 e perdeu para a seleção anfitriã por 2 a 1 em 2003.
Já o último compromisso do Brasil com o Panamá foi em 2016, com vitória por 2 a 0, em Denver, em amistoso de preparação para a Copa América Centenário. Jonas e Gabriel Barbosa marcaram os gols da equipe nacional, então dirigida por Dunga.
O confronto com o Panamá será o primeiro da seleção brasileira nas datas reservadas pela Fifa para amistosos em março. O outro compromisso já estava agendado e vai ser contra a República Checa, no dia 26, às 16h45, na Eden Arena, em Praga.
Além de confirmar a disputa do amistoso com o Panamá, a CBF comunicou que o técnico Tite vai divulgar a lista de convocados para os jogos no dia 28, às 11 horas, na sede da confederação, no Rio. Uma ausência certa da lista é Neymar, que se recupera de lesão no quinto metatarso do pé direito, sofrida em 23 de janeiro.
Os amistosos contra Panamá e República Checa serão os primeiros da seleção na temporada em que a equipe vai disputar a Copa América, que será realizada no Brasil, de 14 de junho a 7 de julho.
Solidariedade
A vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Flamengo, na quinta-feira, no Maracanã, foi acompanhada de perto por Tite, que esteve presente ao estádio. O treinador explicou que mais do que observar jogadores para futuras convocações, marcou presença para prestar solidariedade após a morte de dez jovens atletas do Flamengo em incêndio no Ninho do Urubu. E apontou que a postura cuidadosa com as divisões de base deve ser uma prioridade.
"Eu também fui um garoto que tive sonhos como eles e tive na base a possibilidade de crescimento para o profissional. A base nos fornece estrutura. Mesmo aqueles que não virarem jogadores, o futebol educa. É um meio para ser profissional em outras áreas. Os cuidados são prioritários", afirmou o treinador. (E.C.)