Em 2017, Pedrinho era o nome mais cantado pelos corintianos nas arquibancadas. E todas as notícias ligadas ao menino de ouro do Parque São Jorge eram consumidas com entusiasmo. O tempo foi passando e com ele a euforia com aquele garoto de pernas arqueadas e olhos assustados. O entusiasmo deu lugar à desconfiança. Dois anos depois, o torcedor reconhece o potencial do jogador, agora com 20 anos, mas sabe que a promessa não vingou como se esperava. Pedrinho ainda está distante daquilo que muita gente da diretoria, inclusive, apostava nos bastidores do clube.
A dúvida sobre o atacante corintiano diz respeito à sua condição física. Pedrinho mostrou-se ser um jogador habilidoso, mas que cansa facilmente e nunca termina os 90 minutos sobrando em campo. Dessa forma, ele invade 2019 sob a desconfiança de muitos, mas também a expectativa de se firmar.
Nos últimos meses deste ano, Pedrinho passou a ser mais visado pelos clubes do exterior. Ele teve proposta da China, ainda no primeiro semestre e, embora financeiramente fosse algo tentador, descartou de imediato, por entender que não era o momento de partir. O Ajax, da Holanda, também se interessou, mas sem sucesso. Sondagens do Barcelona e Real Madrid não se tornaram ofertas.
O novo interessado é o Borussia Dortmund, que promete levá-lo. Em novembro, representantes do clube alemão se reuniram com o empresário do atleta, Will Dantas, e com o pai do jogador para apresentar um projeto de carreira. Eles deixaram a reunião empolgados. Aguardam pela janela de vendas - o atacante também tem sido representado no exterior por Giuliano Bertolucci, empresário conhecido na Europa. Pedrinho tem contrato até 31 de dezembro de 2020.
O Corinthians se precaveu contra o assédio e estipulou multa de 50 milhões de euros (cerca de R$ 218 milhões). O clube é dono de 70% dos direitos econômicos do jogador e o presidente Andrés Sanchez garante que não vai vendê-lo por "preço nenhum". "Se aparecer algo que seja bom para o clube e para o jogador, ele vai. O problema é que alguns clubes vão falar direto com os atletas e chegam com valores baixos. Isso não nos interessa", resumiu o cartola.