Mogi das Cruzes sedia as finais da Superliga de Vôlei Adaptado, que teve início ontem e termina hoje. A modalidade é voltada para a terceira idade, mas os interessados podem começar a participar a partir dos 47 anos, com a categoria inicial. Além da inclusão social, o esporte melhora a qualidade de vida dos idosos, proporciona interação e é um importante meio para o convívio com outras pessoas.
Os jogos terminam hoje e reúnem equipes de destaque das disputas regionais dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Organizada pela Confederação Brasileira de Vôlei Adaptado (CBVA), as partidas têm o apoio da Prefeitura de Mogi das Cruzes e são realizadas nos ginásios do Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC), no Parque Monte Líbano; no Centro Esportivo da Universidade de Mogi das Cruzes, que fica no Mogilar e no Sesi, no distrito de Braz Cubas.
O vôlei adaptado ainda é uma modalidade em ascensão no país, mas tem ganhado apoio de prefeituras e, nesse ano, foram confirmadas 43 equipes distribuídas nas diversas categorias. Essa é a primeira vez que a final nacional terá representantes de três estados.
O aposentado Antonio Melo, de 70 anos, falou orgulhoso sobre o prêmio que a equipe masculina de Mogi, da categoria acima de 69 anos, conquistou ontem. "Mogi das Cruzes é o primeiro município campeão brasileiro de vôlei adaptado na categoria. Imagine a alegria que estamos sentindo em ver nossa família nos prestigiando. É uma prova de que ainda temos pique para levar a vida com alegria e desafios".
A CBVA foi fundada em novembro de 2017 e, para o presidente Lucas Rodrigo Dimarco, 37, o esporte leva qualidade de vida para os atletas. "Muitos jogadores relatam que saíram da depressão após a iniciação esportiva. Lógico, estamos aqui para ganhar, mas o resultado é apenas um detalhe em relação a socialização, interação e a saúde que essa modalidade proporciona", contou o presidente.
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