Dois dos maiores gigantes do futebol mundial, Boca Juniors e River Plate, começam a decidir hoje, às 18 horas (de Brasília), no caldeirão da La Bombonera, o título da Copa Libertadores em uma final histórica por inúmeros motivos. O principal deles é o fato de que, pela primeira vez em 59 anos de disputa, dois times argentinos se enfrentarão na final.
O chamado Superclássico, como é popularmente conhecido na Argentina, marcará também a última decisão do torneio com jogos de ida e volta depois que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou que, a partir de 2019, a luta pela taça será definida em partida única - no próximo ano, o campeão será conhecido em um duelo em Santiago, no Chile.
E não é nenhum exagero dizer que este será o mata-mata valendo título de maior rivalidade da história da Libertadores. Desde que Boca e River eliminaram Palmeiras e Grêmio, respectivamente, nas semifinais, os argentinos "almoçam e jantam" o clássico todos os dias. E essa "dieta" vai durar pelo menos até o próximo dia 24, quando o estádio Monumental de Núñez abrigará o confronto de volta da decisão.
Buenos Aires e a própria Argentina vão "parar" hoje, pois as duas maiores torcidas do país de cerca de 40 milhões de habitantes sabem que apenas uma delas poderá comemorar o título, enquanto a outra vai amargar um terrível vice-campeonato. Ex-presidente do Boca e hoje presidente argentino, Maurício Macri resumiu bem o sentimento que tomou conta da nação antes do início das semifinais. "O perdedor levará 20 anos para se recuperar. Acho que seria melhor que um dos dois finalistas fosse brasileiro", admitiu.
Para o confronto, o Boca estará completo, pois não tem jogadores lesionados ou suspensos. Pablo Pérez, que antes era tido como dúvida por causa de problemas físicos, está recuperado e será escalado como titular. Já no River, que será comandado pelo auxiliar Matías Biscay, Marcelo Gallardo não será a única ausência. O time não terá o capitão, Leonardo Ponzio, lesionado, que dará lugar a Bruno Zuculini ou Ignacio Fernández. Essa será a 11ª vez que o Boca jogará uma final da Libertadores, enquanto o River estará presente pela sexta ocasião. (E.C.)