A Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes conta com 1,3 mil alunos especiais atendidos no contraturno. O serviço é realizado pelo Centro de Atendimento ao Portador de Necessidades Educacionais Especiais "Ricardo Strazzi" (Pró-Escolar), o Departamento de Orientação e Promoção do Escolar (DOP) e a Escola Municipal de Educação Especial Professora Jovita Franco Arouche (Emesp), além dos espaços ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as salas de recursos.
De acordo com a secretária da pasta, Juliana Guedes, a inserção do aluno com deficiência na rede é pautada por um viés mais social, visando à preservação desses estudantes em questões relacionadas à sua aceitação no grupo no qual convive. "Temos cuidado com o bullying. Nós não queremos que a criança com limitações se sinta diferente dos demais, e seja tratada pelos colegas de forma desigual", apontou.
A educadora destacou o Pró-Escolar, fundado em 2005, como um dos programas mais importantes da pasta da Educação. Por meio dele a maioria dos alunos especiais é inserida no ensino regular e encaminhada ao atendimento especializado. "Na questão pedagógica, o programa ajuda a acompanhar a evolução educacional de cada criança e a adaptar o conteúdo realizado na escola às suas limitações", afirma. Além disso, o espaço oferece atendimento com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e psicopedagogos.
Todos os professores que atuam no Pró-Escolar, Emesp e nas salas de AEE da Secretaria de Educação são pós-graduados. Atualmente, a pasta conta com 62 professores especializados. Os educadores regulares da rede municipal de ensino podem ser capacitados por meio do Departamento Pedagógico (DEPED), em visitas às escolas e reuniões com a comunidade escolar. "O professor é a porta de entrada do diagnóstico da criança. Ou seja, por meio da observação e interação com o aluno, é possível identificar uma deficiência, que, muitas vezes, foi ignorada ou não tratada pela família. Por isso as orientação a todos é importante", finaliza a secretária.