A Secretaria de Educação de Biritiba Mirim se preocupa com o aprendizado contínuo dos alunos especiais. Desde a identificação de alguma dificuldade de aprendizagem, ao encaminhamento aos procedimentos médicos e à confirmação do laudo que garante a necessidade de um atendimento personalizado, o grupo acompanha a evolução das crianças tanto com relação aos aspectos cognitivos quanto emocionais, sociais e familiares. A rede municipal conta com 45 alunos laudados, que estão inseridos nas unidades do ensino Infantil ao Fundamental I. Todos acompanham as aulas tradicionais e participam de encontros semanais no Núcleo de Apoio Integrado, onde recebem a atenção de educadoras especializadas, responsáveis em ajudar as crianças na superação de suas limitações.
A coordenadora pedagógica da Educação Especial, Rita de Cassia Nepomuceno Mello Oliveira, destaca que as aulas realizadas no período contraturno não são de reforço, mas sim, voltadas ao acompanhamento dos alunos e no trabalho na área em que precisam de mais ajuda. "A nossa tarefa consiste em dinamizar as barreiras que as crianças possuem no ensino regular. A equipe da educação atua em parceria com a saúde. O aluno é acompanhado por psicólogo, e, quando necessário, por neurologista e fisioterapeuta, de acordo com a indicação do pediatra.Esse procedimento é realizado pela família, com a intermediação do educador e da gestão da escola e do núcleo especializado. Há um processo de investigação para identificar as dificuldades da criança, para, então, começar um trabalho personalizado. Não somos uma equipe de reforço, e sim, um grupo formado por educadores especializados, uma psicóloga e uma psicopedagoga. Juntos, analisamos cada caso e elaboramos metodologias com foco na evolução de cada estudante", explica.
Outro profissional importante nesse é o professor itinerante, que visita as escolas semanalmente para verificar a integração dos alunos inclusivos, dialogar com os professores regulares e a gestão escolar, e orientar no planejamento das atividades. Esses encontros são importantes para identificar quais os aspectos que precisam ser enfatizados no atendimento personalizado. "Esse educador acompanha o trabalho em sala de aula, e nos ajuda a adaptar a nossa atuação de acordo com a necessidade do aluno. É um profissional importante para integrar o trabalho da escola com o do núcleo especializado. Ele nos orienta quando há a necessidade de incluirmos um professor auxiliar ou o intérprete de Libras em sala de aula, por exemplo", explica Rita.
As unidades acolhem bem os alunos especiais, e todos os professores são habilitados. Possuem cursos e se preparam para melhor atendê-los. "Nós, que somos do núcleo, procuramos orientar no que for necessário, e a rede, na medida do possível, prepara formações, conforme as necessidades dos educadores", esclarece a coordenadora.