O Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT) subiu 16 pontos percentuais nos últimos 30 dias e atingiu 38,5% de capacidade total na manhã desta quarta-feira (18), segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Apesar da melhora recente, o nível atual ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em 18 de fevereiro de 2025, o SPAT operava com 50,7% da capacidade — 12,2 pontos percentuais acima do índice atual.
Já em 18 de janeiro, o índice no sistema - composto por cinco reservatórios - era de 22,5%. Um mês antes, em 18 de dezembro, o sistema operava com 20,4%. Ou seja, entre dezembro e janeiro, a alta havia sido de apenas 2,1 pontos percentuais. Já no comparativo entre janeiro e fevereiro, a recuperação foi mais intensa, com avanço de 16 pontos percentuais.
Represas
As cinco represas do sistema registraram aumento superior a 10 pontos percentuais no volume útil nos últimos 30 dias. A maior alta foi observada na represa Jundiaí, em Mogi das Cruzes, que passou de 18,3% para 41,6%, crescimento de 23,3 pontos percentuais. Em seguida, está a represa Paraitinga, em Salesópolis, que subiu de 24,4% para 47,5%, com avanço similar, de 23,1 pontos.
A represa Biritiba, na divisa de Biritiba Mirim com Mogi, também apresentou elevação acima dos 15 pontos percentuais, saindo de 30,9% para 50,7% nos últimos 30 dias, aumento de 19,8 pontos percentuais no período. Além de ter uma das maiores altas, o equipamento era o que operava com maior capacidade total nesta quarta (18).
Já a represa Ponte Nova, que fica entre Biritiba e Salesópolis, passou de 23,0% de capacidade em 18 de fevereiro para 37,3% nesta quarta (18), alta de 14,3 pontos. Por fim, também nos últimos 30 dias, a represa Taiaçupeba, em Mogi, avançou de 19,8% para 31,3%, crescimento de 11,5 pontos percentuais.
Chuvas
Com mais 10 dias pela frente, o volume de chuva no SPAT havia alcançado 68,1% do esperado para fevereiro até a manhã desta quarta-feira (18), segundo a Sabesp. Até a data, havia chovido 120,4 milímetros dos 176,6 previstos na média histórica. Na comparação com o mesmo dia de fevereiro de 2025, o acumulado já correspondia a 85,3% da média histórica, ou 150,7 milímetros — indicando que, neste ano, o volume está menor.
O menor volume de precipitação na área das represas também foi observado no mês anterior: em janeiro de 2026, choveu 96,9% do esperado, ou 224,8 milímetros de 232,1 milímetros da média histórica. No mesmo mês do ano anterior, o índice havia atingido 102% do previsto, com 236,6 milímetros.