Quatro das cinco represas que fazem parte do Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT) registraram queda em sua capacidade entre o dia 1 de março e a última terça-feira (01/04). As represas Paraitinga, Ponte Nova, Biritiba e Jundiaí apresentaram queda, enquanto a Taiaçupeba teve aumento no volume. Os dados são divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A represa que apresentou a maior queda foi Jundiaí, localizada em Mogi das Cruzes. Em um mês, a redução foi de 13,7 pontos percentuais, passando de 56,44% em março, para 42,74% neste mês. Foram 21 dias sem chuva no período analisado, e a maior precipitação foi de 40 milímetros (mm) no dia 19 de março.
Em seguida, vem a represa Ponte Nova, localizada na divisa entre Biritiba Mirim e Salesópolis, que apresentou 21 dias sem chuva, com precipitação de 15,40 mm também no dia 19 de março. Atualmente, a represa opera com 43,18% de sua capacidade, e no mês passado, estava em 48,92%, uma redução de 5,47 pontos percentuais.
A represa Biritiba, localizada em Biritiba, apresentou queda de 4,24 pontos percentuais, passando de 35,25% no início de março para 31,01% na terça-feira. Foram 14 dias sem chuva, com maior precipitação de 52,60 mm no mesmo dia registrado em Jundiaí e Ponte Nova. A represa opera com a menor capacidade em relação as outras da região.
A menor queda da região foi registrada na represa Paraitinga, situada em Salesópolis. A barragem opera com 69,10% de sua capacidade, e registrou queda de 0,74 pontos percentuais, já que no dia 1 de março o volume era de 69,84%. Foram 17 dias sem chuva no período, com precipitação de 22,80 mm no dia 14 de março.
Aumento
Já a represa Taiaçupeba, localizada em Mogi, apresentou aumento de 3,89 pontos percentuais em sua capacidade. A barragem operava no início do mês de março com 41,84%, saltando para 45,73% ao longo de um mês. Foram 22 dias sem chuva, com a maior precipitação de 27,60 mm também no dia 19 de março.
Estado
Entre os sistemas produtores do Estado, de acordo com os dados da Sabesp, o Alto Tietê é o segundo operando com a menor capacidade. O volume operacional é de 44,3%, enquanto Rio Claro opera com 26,6%. O Cantareira aparece em terceiro lugar com 58,1% de sua capacidade. Rio Grande e Cotia têm em torno de 70%, e o melhor volume foi registrado em São Lourenço, com 96,6% do total. O balanço do volume armazenado na Região Metropolitana de São Paulo é de 58,2%.