O secretário de Esportes e Lazer de Mogi das Cruzes, Ewerton Komatsubara, concedeu entrevista exclusiva ao grupo Mogi News, falando do início do trabalho à frente da Pasta. O secretário completa dois meses de trabalho neste final de semana. 

O titular da pasta foi apresentado oficialmente em 9 de março pelo prefeito Caio Cunha (Pode) e assumiu as funções que eram coordenadas pelo secretário-adjunto Danilo Luque desde o final de janeiro. 

Komatsubara afirmou que o primeiro passo tomado ao assumir foi organizar informações sobre todos os centros desportivos em operação, com o objetivo de buscar uma abordagem mais moderna e deixar um legado de formação de atletas. "Precisamos criar um método para projetos periódicos, em cada um destes locais levando em conta seu contexto local. O segundo passo foi conversar com os clubes amadores para entender o modelo que está em funcionamento e buscar contrapartidas de formação e bem-estar social", afirmou.

Sobre o que ficou e o que mudou em relação à última gestão, Komatsubara pediu da equipe a apresentação não apenas dos casos de sucesso, mas de soluções para os problemas. "Não podemos ver apenas o lado trágico, mas também as boas situações que herdamos".

O contexto da pandemia do coronavírus (Covid-19) também foi levado em conta neste início de trabalho, onde afirmou que o estudo do cenário pós-pandemia é fundamental para a retomada das atividades. "Paralelamente, usamos o período para dar mais atenção à infraestrutura. O trabalho é diário e os projetos vão sendo elaborados", explicou.

Um dos pontos que foram tratados na entrevista de apresentação foi a retomada do futebol profissional no município. Questionado sobre como seria o trabalho, o secretário disse que a busca realista de metas para o clube é fundamental, assim como entender completamente as condições da agremiação. Quanto ao futebol amador, Komatsubara mostrou preocupação especial em solidificar o que chamou de "fundações" do futebol mogiano. "Precisamos ter um novo olhar para estes jogadores e seu potencial, mas o esporte amador tem que ter uma contraparte social, que é sua contribuição para a comunidade".

Já a relação do município de Mogi das Cruzes com o basquete profissional, o titular da Pasta mostrou aprovação com as intenções da nova gestão municipal para a modalidade. "O prefeito nos pediu um projeto dinâmico e sustentável. A Administração tem o foco principal na pandemia e entende as limitações principalmente no trabalho com a categoria de base", concluiu o secretário.