As ações da sociedade civil organizada e do poder público contra a instalação da praça de pedágio na Mogi-Dutra ocorrem há quase dois anos, quando os primeiros atos do grupo foram registrados em dezembro de 2019.

Na ocasião, a Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (AEAMC), a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), o Sindicato Rural e moradores do condomínio Aruã organizaram três atos de conscientização contra a instalação do pedágio, incluindo uma carreata pelo centro da cidade.

Em março de 2020, a Artesp chegou a declarar que as ações para a instalação da praça estavam suspensas, mas o grupo notou outras manobras em direção ao início da cobrança. Em abril, lideranças comunitárias aumentaram a pressão contra o governo, buscando apoio junto aos representantes na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e na Câmara Federal.

Em setembro, o movimento Pedágio Não voltou a realizar protestos e carreatas na cidade, alertando a comunidade da iminência de uma ação do governo estadual. Em outubro, representantes do movimento foram recebidos pelo então prefeito Marcus Melo (PSDB), que declarou-se contrário ao pedágio na Mogi-Dutra.

Na Câmara de Mogi, chegou-se a ensaiar a tramitação de um projeto de lei exigindo a apresentação de um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para a implantação da praça de pedágio. O documento seguiu em tramitação até o final de 2020, mas não teve prosseguimento. A Câmara informou em fevereiro deste ano que o atual presidente do Legislativo, vereador Otto Rezende (PSD), encaminharia um ofício ao Executivo para que viesse a se manifestar.

Nas últimas semanas, além de reuniões com o movimento Pedágio Não, tanto a Câmara quanto a Prefeitura colocaram-se abertamente contra a vinda do pedágio. Na última quarta-feira, Cunha e um grupo de vereadores se reuniram na sede do Legislativo para debater estratégias de mobilização política e comunitária contra a iniciativa do governo do Estado. (A.D.)