Mogi das Cruzes fechou 353 vagas de emprego com carteira assinada em 2020. O resultado, divulgado ontem pelo Ministério da Economia, foi o pior do Alto Tietê. De acordo com o Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano, as empresas de Mogi contrataram 38.961 pessoas e demitiram outras 39.314, resultando em mais um ano de saldo negativo. Só em dezembro, último mês divulgado, a perda foi de 63 vagas. No ano retrasado a cidade perdeu 1.525 vagas.
Os setores mais afetados foram a área de Serviços e o Comércio. Antes disso, em 2018, o saldo havia sido positivo com uma geração de 1.861 empregos.
Entre os setores elencados pelo Ministério da Economia, o responsável pelo maior fechamento de vagas em Mogi é, disparado, a área de Serviços, que sozinha perdeu 397 vagas. O Comércio também ficou abaixo de zero, foram 138 empregos fechados em 2020, até mesmo a agricultura perdeu postos de trabalho, 45 ao todo. Já a Indústria e a Construção Civil mogiana somaram vagas no saldo final, 16 novos empregos na Industria e 211 na Construção.
O resultado de Mogi para 2020 também foi o pior entre as dez cidades que compõe o Alto Tietê, apontou o levantamento do Caged (veja mais no quadro acima). Em seguida, Guararema teve o segundo pior saldo da região, foram menos 321 vagas. Quem também ficou na casa das centenas de vagas perdidas foi Poá, que fechou 317 empregos formais.
Dados positivos
Já na contramão da tendência de fechamento de vagas, Itaquaquecetuba conseguiu gerar um saldo extra de 869 vagas e fechou 2020 com o melhor resultado do Alto Tietê, superando até mesmo o resultado, já positivo, de 2019, quando 743 vagas haviam sido criadas na cidade.
Quem também teve resultados positivos, apesar de bem mais tímidos, foram os municípios de Biritiba Mirim com uma geração de 35 vagas, Suzano com dez vagas e Arujá com cinco vagas oportunidades criadas.
*Texto supervisionado pelo editor.