Proprietários de bares, restaurantes e lanchonetes de Mogi das Cruzes deverão promover uma carreata hoje, às 9 horas, com início do trajeto na Avenida Cívica. A expectativa é que a manifestação reúna até uma centena de veículos com o objetivo de chamar a atenção da Prefeitura para a necessidade de flexibilizações no funcionamento para os estabelecimentos. Os empresários do setor alegam serem uma das categorias mais afetadas com as novas restrições do Plano São Paulo.
Com o intuito de chamar a atenção do prefeito Caio Cunha (Pode), donos de bares, restaurantes, lanchonetes, academias e salões de eventos pretendem realizar o protesto hoje. Segundo Clayton Rodrigues, proprietário de uma casa noturna, o objetivo da manifestação é angariar o apoio necessário do Executivo para interceder junto ao governo do Estado por flexibilizações para o funcionamento do setor na cidade.
"Queremos que a Prefeitura abrace nossa causa e compreenda o impacto negativo das recentes restrições que não afetam apenas nossa categoria, mas toda a cidade", disse o empresário, esclarecendo que fala por um conjunto de 60 proprietários do setor que dependem, principalmente, do funcionamento noturno. "Apenas com esse retorno para a fase vermelha do Plano SP, durante às 20 horas da noite e 6 da manhã, a nossa estimativa é de que a cidade perca cerca de 800 empregos, entre diretos e indiretos", lamentou Rodrigues.
Os proprietários dos estabelecimentos argumentam que Mogi não deveria ser penalizada com o retorno noturno para a fase mais restritiva do plano do governo estadual para mitigar a disseminação do coronavírus (Covid-19). De acordo com o porta-voz do movimento de hoje, como a cidade abriga um hospital do Estado que recebe pacientes de outros municípios vizinhos, os índices da Covid-19 acabam sendo mais elevados do que realmente são para a população mogiana. Além disso, as restrições severas contribuem apenas para mais festas clandestinas.
"As pessoas estão cansadas de ficar em casa e por isso buscam as festas clandestinas que têm aumentado bastante nas últimas semanas em vários pontos da cidade. Nós, donos de bares e restaurantes, estamos sendo os mais penalizados com isso tudo. Ao contrário dos eventos ilegais, respeitamos uma série de normas e protocolos de biossegurança para preservar os clientes", completou Rodrigues.
*Texto supervisionado pelo editor.