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O nome do vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra foi colocado à disposição dos eleitores na disputa eleitoral e já pode ser visualizado no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a atualização mais recente da plataforma, Mogi conta com 584 registros de candidaturas a vereador, 47,8% a mais do que na eleição de 2016 quando 395 candidatos estavam disponíveis.
Após a deflagração da Operação Legis Easy por parte do Ministério Público (MP) que manteve o vereador Bezerra preso em domicílio por suposta participação em esquema de corrupção, a assessoria do parlamentar afirmou que ele ainda não havia decidido se lançaria seu nome ao cargo.
O candidato aparece com o nome político "Dr. Chico Bezerra" e seu total de bens é R$ 962.112,76, divididos em residência (R$ 351.979,21), dinheiro em espécie (R$ 253 mil), quotas na empresa B e B Consultoria e Serviços Médicos e Odontológicos LTDA (R$ 270 mil) e outros bens.
Bezerra e outros cinco vereadores da Câmara foram denunciados pelo Ministério Público (MP) como integrantes de um grupo criminoso que orquestrava um esquema de corrupção no Legislativo, incluindo contratos com a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a aprovação de leis encomendadas. O processo corre em segredo de Justiça.
Um destes denunciados é Mauro Araújo (MDB). Seu advogado, Jonathas Palmeira, voltou a afirmar ontem que as acusações do MP são "infundadas e injustas" e que crê no arquivamento do processo. "Infelizmente, apesar de respeitar muito a instituição Ministério Público, os seus membros não estão imunes a falhas", disse o advogado a um programa de rádio de Mogi.
Quem também se pronunciou foi o vereador Jean Lopes (PL). Por meio das redes sociais, o parlamentar postou um vídeo em ritmo de campanha eleitoral e afirmou que foi preso "injustamente" e que não teve a possibilidade de defesa. Falando sobre seu trabalho como vereador, Lopes disse que "está à disposição para prestar esclarecimentos".
Dentre os seis vereadores que tiveram prisão decretada, apenas o Pastor Carlos Evaristo (PSB) desistiu de tentar a reeleição. O restante - Mauro Araújo (MDB), Diego Martins (MDB), Antonio Lino (PSD), Jean Lopes (PL) e Chico Bezerra (PSB) estão concorrendo.
Impugnações
O candidato a prefeito e atual vereador Rodrigo Valverde (PT), protocolou junto à Justiça Eleitoral, o pedido de impugnação da candidatura à reeleição do prefeito Marcus Melo (PSDB), devido, segundo o petista, as contas do prefeito terem sido rejeitadas enquanto diretor do Semae.
Já o parlamentar Protássio Nogueira (PSDB), que tenta a reeleição à Câmara, protocolou recurso na última sexta-feira contra o pedido de impugnação de sua candidatura. Segundo o Ministério Público Eleitoral, ele teria tido suas contas rejeitadas enquanto presidente do Legislativo, em 2014.
Já o PDT protocolou na Câmara, no final do mês passado, pedido de cassação do mandato do presidente Sadao Sakai (PL), por "ter descumprido a legislação vigente" para favorecer os vereadores investigados sobre os pedidos de cassação contra os denunciados.
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