A Polícia Civil iniciou a investigação para encontrar os responsáveis por enterrarem dois corpos em um terreno descampado no final da avenida José Gallucci, no distrito de Jundiapeba. Na tarde de terça-feira passada, a Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi das Cruzes encontrou os dois cadáveres enterrados em estado avançado de decomposição e com marcas de violência.
As covas clandestinas foram encontradas por uma patrulha rural que estava a caminho de uma ronda na Chácara dos Baianos. As vítimas ainda não foram identificadas.
Na tarde de ontem, o comando da GCM e os guardas que participaram da ação concederam entrevista ao Mogi News e revelaram mais detalhes sobre o caso. Por volta das 15 horas, os guardas Elias de Oliveira, Hugo Daniel Silva Coutinho e Keller Coutinho Junior avistaram dois indivíduos, a aproximadamente 400 metros de distância do final da avenida José Gallucci. Ambos fugiram em direção a mata assim que perceberam a aproximação da patrulha. "Já havíamos identificado uma movimentação na região pela manhã e a suspeita era de que pudessem estar consumindo drogas ou tentando montar um ponto de tráfico", relatou o guarda Elias de Oliveira.
Os dois suspeitos conseguiram fugir sem deixar vestígios ou qualquer ferramenta como pista do crime. No local, a equipe da GCM encontrou uma cova aberta e vazia, de 2 metros de profundidade. "Isso já foi o suficiente para despertar nossa desconfiança. Achamos estranho um buraco como aquele aberto no local, então, resolvemos fazer uma varredura e encontramos, a cerca de 50 metros dali, uma demarcação suspeita: um pedaço de madeira enfiado na terra com um tecido amarelo amarrado na ponta" descreveu Oliveira.
Segundo o guarda, esse tipo de demarcação é comum para indicar drogas e armas enterradas. O sinal aguçou a desconfiança dos agentes que, após comunicar a comandante da GCM, Thais Nascimento, e o delegado da Polícia Civil de plantão, iniciaram a escavação do local. Na profundidade de 1,20 metro, os guardas que suspeitavam estar diante de um esconderijo de drogas ou armas, se depararam com o crime de ocultação de dois cadáveres.
O primeiro corpo encontrado foi de um homem, sem marcas de perfuração no corpo, mas com uma corda amarrada em seu pescoço, além de outros sinais de violência. Ao lado, o corpo de uma mulher, também com sinais de violência, foi encontrado - ambos jovens.
De acordo com o secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, o estado dos corpos indicavam que haviam sido enterrados há pelo menos 15 dias. "Os corpos foram encaminhados para o IML (Instituto Medico Legal) e possivelmente serão identificados até segunda-feira. Também foi encontrado alguns fragmentos de ossos no local, mas não podemos afirmar que se tratam de ossos humanos. A investigação esta a cargo da Policia Civil" declarou Sales.
O secretário informou, ainda, que a delegacia de homicídios possui uma lista de pessoas desaparecidas e a investigação poderá ser direcionada para essas vítimas. Sales destacou o empenho da Guarda Municipal. "Gostaria de enaltecer o excelente trabalho prestado pelos guardas, que acreditaram na ocorrência e continuaram cavando, mesmo depois de ultrapassar a profundidade que comumente se encontra drogas, algo em torno de 10 a 30 centímetros", completou.
A comandante da GCM, Thais Nascimento, também elogiou o trabalho dos agentes e ressaltou a importância da ação. "Qualquer intenção de uso desse local para prática criminosa foi inibida com a presença e ação da guarda municipal", comunicou.
Segundo Secretaria Municipal de Segurança, o caso foi registrado como ocultação de cadáver e duplo homicídio no 1º Distrito Policial.
*Texto supervisionado pelo editor.