A escassez de chuvas contribuiu diretamente para a queda dos níveis das represas do Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat), que abastecem os municípios da região. Os dados que atestam essa afirmação são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No mês de junho deste ano, até ontem, as cinco represas do Spat registraram, juntas, um índice de 52% de capacidade total de armazenamento, muito diferente do que ocorreu no outono passado, que foi mais chuvoso do que o atual em razão do fenômeno El Niño. Na ocasião o Spat estava com 95% da capacidade total.
Para a Secretaria de Meio Ambiente de Suzano, que está acompanhado a situação dos reservatórios hídricos na região, a queda no volume de chuvas para além do esperado nos meses de abril e maio ocasionou na baixa das represas. As demais prefeituras e a Sabesp também foram questionadas, mas não se posicionaram.
A represa de Taiaçupeba obteve o índice de volume em 94% em junho do ano passado e caiu para 41% no mesmo período deste ano. Em decorrência do período de chuvas, muitas famílias perderam casas, carros e outros pertences nos alagamentos ocorridos em 2019. Algumas represas chegaram até a transbordar, como foi o caso da Paraitinga, que alcançou 108% do volume total.
Neste ano, do dia 1º de junho até ontem, o mesmo reservatório obteve uma taxa de 71% do volume total. Na barragem de Jundiaí, o índice estava em 99% em junho do ano passado e neste mês despencou para 57% da capacidade.
Ainda de acordo com os dados da Sabesp, na represa de Biritiba, a taxa do volume para junho do ano passado, até o dia 19, era de 77%. O número passou para 25% neste mês. Por fim, a Ponte Nova passou de 97% para 92% nos mesmos períodos já citados.
Um dos resultados da diminuição das chuvas pode ser observada nos casos de dengue, que diminuíram em 87% na região. Isso porque, quanto menos chuva menores são os focos de dengue, como pneus, garrafas ou vasos de plantas com acúmulo de água.
*Texto supervisionado pelo editor.