“Nunca houve o fechamento dos comércios, todos continuaram trabalhando de portas fechadas, atendiam um cliente por vez. Não acho que os shoppings possam ser reabertos neste momento. E, com certeza, tem muita politicagem por trás das decisões”.
Guilherme Fragoso de Mello, 22 anos, assistente administrativo, de Mogi das Cruzes:
“Não sou a favor da reabertura do comércio neste momento, porque os números de mortes e contaminados continuam aumentando no Brasil e na região. Presidente, governador e prefeitos não estão unidos no mesmo sentido para combater o vírus. Cada um com sua ideologia e a população que fica prejudicada.”
“Acho que a capital deveria estar na cor vermelha (divisão do Estado que determina os município que não poderão iniciar a reabertura do comércio), assim como o Alto Tietê. E não o Alto Tietê ir para a cor laranja (divisão que flexibiliza a abertura de alguns setores comerciais). Na minha opinião, o comércio só poderia começar a abrir quando os índices de morte diminuírem, e quando mais teste do coronavírus fosse disponibilizado à população. Não me sinto confortável em sair de casa, nem mesmo para realizar as atividades essenciais, como bancos e mercado”.
Samuel Moreira Machado, 37 anos, professor de Guararema:
“Penso que seria uma atitude positiva realizarem uma análise mais detalhada do assunto, verificando se, de fato, os grandes comércios poderão reabrir. Primeiro, óbvio, pela questão da saúde das pessoas e, segundo, pela fiscalização, que será complicada de ser feita. Até onde haverá fiscalização para que sejam verificadas as condições propostas pelos órgãos de saúde? Os governos municipais terão "pernas" para realizar essa fiscalização?”
“Não sou a favor da abertura do comércio. Com a abertura de shoppings, o distanciamento deixará de ser respeitado e eu não me sentirei confortável, mesmo porque sou do grupo de risco. Na semana passada, eu passei pelo centro e vi muitas lojas abertas, comércios não essenciais também. Eu não sinto segurança, mesmo porque a segurança de um deve ser feita por todo”.