O cancelamento da tradicional Festa do Divino Espírito Santo, que ocorre anualmente em Mogi das Cruzes, deve acarretar na perda do repasse financeiro às entidades que trabalham na quermesse. De acordo com as informações do festeiro e vereador Mauro de Assis Margarido (PSDB), atualmente existem 29 organizações sociais participantes do evento e as verbas as ajudam a manter os trabalhos assistenciais.
"A cidade também sofrerá perdas econômicas no que diz respeito ao turismo, já que muitas pessoas de outros municípios visitam Mogi durante a comemoração do Divino. Apesar disso, foi a melhor medida a ser tomada neste momento turbulento pelo qual estamos passando", explicou Assis. No ano passado, por exemplo, a Entrada dos Palmitos, atração mais esperada dos festejos, reuniu 40 mil pessoas.
O bispo diocesano Pedro Stringhinni lembra que toda a força da comemoração se deve aos devotos e, mesmo com o cancelamento da festa, a religiosidade deve ser mantida. "Os participantes devem saber que são eles os protagonistas da festa. A todos esses devotos do Divino asseguro que o lado religioso da festa vai acontecer, dentro do possível, e com transmissão pelos meios tradicionais e virtuais de comunicação", disse o bispo.
O cancelamento também foi lamentado pelas voluntárias que trabalham no evento. É o caso de Clarice Rosalina Eleoterio, que há mais de 15 anos prepara doces e salgados. "Este é o primeiro cancelamento que eu vivencio, realmente é uma situação muito triste", disse.
Antonia Maria de Souza, que trabalha voluntariamente na celebração há mais de seis anos, concorda. "Nossa fé aumentou muito com este momento, até porque, nunca passamos por algo assim. A festa já faz parte da nossa cidade há anos, mas é o correto a se fazer agora", ponderou.
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