O histórico de alagamentos no distrito deixa os moradores de Jundiapeba apreensivos. No ano passado, especialmente em março, os habitantes da região tiveram prejuízos por conta das enchentes. As pancadas de chuva na ocasião obrigaram os moradores a sair de suas casas e ficarem alojados em escolas municipais. Neste ano, o bairro vem sofrendo muito menos, mesmo com as fortes chuvas das últimas semanas.
Um dos bairros mais afetados foi o Jardim Assunta, na rua Pedro Paulo dos Santos. Por lá, muitos moradores tiveram os móveis danificados, como contou a aposentada Maria Célia da Silva, de 60 anos. "A água entrou pela minha garagem e chegou ao cômodo da frente, molhando a cama da minha filha. A minha cama era nova e eu estava pagando um guarda-roupa. As camas ainda conseguimos utilizar, mas o móvel foi para o lixo", relatou Maria.
Por trauma da situação vivida há um ano, a dona de casa Ivanice Silva dos Santos Almeida, 35, disse ficar apreensiva quando começa a chover. "Da última vez que aconteceu, perdi alguns móveis. Por isso, coloquei um pequeno muro em duas portas da minha casa, para que a água não entre e estrague de novo", disse Ivanice. "Até o encanamento da casa precisou ser trocado, pois a água encheu todo o meu banheiro".
IPTU
Após o ocorrido, os moradores da região ficaram isentos do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2019, entretanto, a Prefeitura de Mogi disse que a situação é diferente neste ano. "A isenção foi concedida em 2019 a imóveis atingidos pelas chuvas por conta de uma situação específica de calamidade pública. A Secretaria Municipal de Finanças informa que a Lei Complementar 144/19 autorizou a isenção dos imóveis atingidos por enchentes e alagamentos, desde que reconhecida a situação de calamidade pública. Houve uma série de regras obrigatórias a serem cumpridas antes da decretação e da isenção do IPTU dos imóveis atingidos, regras estas que não ocorreram em Mogi das Cruzes em 2020", afirmou em nota.
Prevenção
O plano de contingência da Operação Verão está em andamento desde 1º de dezembro do ano anterior, com o monitoramento constante dos índices de chuva, nível do rio Tietê e dos afluentes, além das áreas de risco já identificadas.
Além disso, no dia 16 de janeiro, o secretário estadual da Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, definiu o investimento de R$ 14,6 milhões para Mogi, que serão destinados à limpeza e desassoreamento dos rios Tietê e Jundiaí.
*Texto supervisionado pelo editor.