Pelos possíveis prejuízos financeiros que os caminhoneiros poderiam ter, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Mogi das Cruzes e Região (Sinditac/Mogi) não aderiu ao movimento nacional de paralisação como forma de protesto a alguns pontos específicos sobre a atuação da categoria.
O presidente do Sinditac, Eduardo Matos Oliveira Galvão, disse anteontem à reportagem que havia a clara possibilidade do grupo regional aderir ao movimento, uma vez que os ânimos entre os profissionais da área estavam exaltados devido a acontecimentos recentes. Ontem pela manhã, o representante da categoria informou que em conversa com os caminhoneiros do Alto Tietê, os ânimos foram controlados e ficou evidente que não seria a melhor estratégia a entrada nesta greve. "Quando ficamos sem trabalhar não temos lucro, então seria um prejuízo a mais. Além disso, a reunião do Supremo foi adiada para o dia 10 de março", completou Galvão.
A reunião que o presidente se refere é a do Supremo Tribunal Federal (STF), quando seriam julgadas três ações que contestavam constitucionalidade da política de tabelamento de frete mínimo rodoviário, uma das principais reivindicações da categoria. A votação na Suprema Corte foi adiada a pedido do ministro Luiz Fux, mas o chamado para o protesto já havia sido disparado e os organizadores decidiram por manter a manifestação. Uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 10 de março. (F.A.)