A população de Guararema não aprovou o aumento dos salários dos vereadores e do prefeito para o ano de 2021, discutido e votado nesta semana, em menos de 20, minutos na Câmara Municipal. Dos 11 parlamentares que compõem a Casa de Leis, apenas dois foram contrários à proposta, os vereadores Antônio Carlos Borges (PTC) e Egilson Moreira (PTC), sendo que os demais parlamentares, incluindo o presidente da casa, Eduardo Aparecido Moreira Franco (PL), sequer se pronunciaram durante a sessão sobre o reajuste. O vereador André Costa (PL) não compareceu à sessão extraordinária realizada anteontem.
Os salário dos vereadores passarão dos R$ 5.040,00 para R$ 6.012,72 a partir do próximo ano, enquanto o próximo prefeito receberá R$ 20.792,48, em vez dos R$ 17.428,74 destinado atualmente ao chefe do Executivo guararemense.
Ao final da sessão na manhã da última quarta-feira, os moradores que estiveram na Casa de Leis gritaram palavras de ordem, principalmente cobrando satisfações dos parlamentares que foram favoráveis ao aumento.
Nas redes sociais e na porta da Câmara Municipal, ao final da sessão, boa parte da população da cidade se manifestou sobre o tema e lamentou o aumento. "Uma vergonha, trabalhar tão pouco que nem os vereadores trabalharam e ainda ter esse aumento", disse uma internauta em suas redes.
O vereador Moreira, contrário a proposta, disse em seu discurso durante a discussão do projeto que os vereadores deveriam priorizar outros temas de maior importância, como, por exemplo, a falta de doses de insulina no posto de saúde da cidade. "Nós estamos a serviço do povo e temos que nos sensibilizar com as preocupações do povo", destacou o parlamentar, relembrando ainda que muitos servidores municipais seguem sem reajuste na quantia destinada ao vale refeição desde 2015, exemplificando outro problema a ser resolvido.
A Prefeitura de Guararema disse que os projetos são de autoria da Mesa Diretiva da Câmara e que a última revisão salarial ocorreu no ano de 2016 - mandato anterior -, sendo que o percentual aplicado é referente à recomposição inflacionária dos últimos quatro anos.