As cinco cidades mais populosas do Alto Tietê - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá - reduziram em 29% o número de homicídios no primeiro mês deste ano em comparação com igual período do ano passado. Ao todo, três cidades do grupo, chamado G5 da região, não apresentaram assassinatos em janeiro deste ano, sendo que apenas Itaquaquecetuba aumentou as ocorrências do tipo em 2020. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).
Suzano, Ferraz e Poá foram as cidades que não registraram mortes violentas em janeiro. Em 2019 em Ferraz duas pessoas foram assassinadas; em Suzano, durante janeiro do ano passado, uma pessoa morreu, já em Poá, não houve mortes violentas nos dois anos.
A redução no número de assassinatos também foi sentida em Mogi das Cruzes, mas sem grandes variações. Isso porque houve dois casos de assassinatos neste ano, apenas um caso a menos do que no primeiro mês de 2019.
O município que fugiu à regra neste primeiro mês foi Itaquá, que vinha chamando atenção pela intensa e frequente redução nos homicídios, ao longo dos meses. O ano começou três vezes mais violento para os itaquaquecetubenses, visto que três assassinatos foram registrados na cidade, ao passo que em 2019, uma pessoa morreu desta forma.
A redução do índice criminal de forma geral do G5 do Alto Tietê acompanhou a tendência do Estado de São Paulo que, mais discretamente, também reduziu seus índices de assassinatos no primeiro mês do ano. Em 2020, foram 263 mortes violentas registras, ao passo que em 2019 houve 270, uma redução de 2,59% entre os períodos.
Mais indicadores
Dos cinco indicadores analisados mensalmente pelo Grupo Mogi News, incluindo os homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) quatro apresentaram redução na região, os quais se destacam a acentuada queda nos casos de furtos (16%, de 1.045 para 883), roubos de veículos (11%, de 219 para 195) e, de forma mais tímida, a queda no número de roubos em geral (1%, de 713 para 706). O único indicador que apresentou aumento na comparação entre os meses foi o de furtos de veículos, em que o aumento foi de 2%, passando de 228 casos para 233.