Um levantamento divulgado durante a manhã de anteontem pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou a quantidade de 22 obras em situação de atraso ou paralisadas em quatro cidades do Alto Tietê. Os números correspondem ao quarto trimestre de 2019 nos municípios de Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano e Ferraz de Vasconcelos.
Se somados, os valores de todas as obras paralisadas ou atrasadas totalizam
R$ 120.613.987,72. As construções não são apenas de autoria e responsabilidade das prefeituras, portanto, os gestores não podem responder por todas as atividades inacabadas das que foram divulgadas pelo TCE. No que diz respeito aos municípios, as prefeituras foram contatadas para os devidos esclarecimentos.
O município de Ferraz se manteve na liderança do ranking em relação à quantidade de construções atrasadas, já que continua com oito construções, estimadas em R$ 19.368.116,37. No terceiro trimestre do ano passado, a cidade tinha o mesmo índice e permaneceu com a mesma quantidade no quarto trimestre de 2019.
Ainda de acordo com o TCE, o investimento estava destinado à construção da Escola Municipal Pedro Paulo Paulino; construção de Escola do FDE; revitalização da praça central; construção de Centro de Convenções; construção e reforma das praças Luiz Kirkovics e José Mazzuca; ampliação do prédio para instalação da Câmara Municipal, construção de 187 moradias do projeto Morar Bem II; e a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim TV.
Em Itaquá, foram contabilizadas cinco obras paralisadas, no valor total de
R$ 6.260.850,35. No terceiro trimestre do ano passado, havia seis construções inacabadas, sendo cinco paralisadas e uma atrasada. Os recursos financeiros tinham o destino para obras da saúde, como a construção de UBSs no Jardim Fortuna, Jardim Napoli e Jardim Paineira.
Já em Suzano, ao contrário de Itaquá que retomou uma das obras, mais uma construção entrou na classificação de atraso. No terceiro trimestre do ano passado, havia três construções atrasadas e outras três paralisadas; e no quarto trimestre, a quantidade subiu para sete.
Por fim, em Mogi apenas duas obras estão atrasadas e são de contratação e responsabilidade do Estado. De acordo com as informações do TCE, o Tribunal de Estado de Justiça é o autor das construções, avaliadas em R$ 1.015.093,06.
* Texto supervisionado pelo editor.