Após o escândalo da cervejaria Baker, em Minas Gerais, no qual 18 pessoas passaram mal após consumir produtos da empresa e quatro mortes ocorreram por suspeita decorrente da contaminação por dietilenoglicol, presente em alguns lotes da bebida, o alerta foi ligado em várias regiões. Em Mogi das Cruzes, o poder público e alguns comerciantes estão de olho no caso, realizando ações para prevenir ocorrências semelhantes à mineira.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Clodoaldo de Moraes, o fato ocorrido em Minas Gerais fará com que a Associação dos Cervejeiros tome cuidado na hora da produção de cervejas. Para ele, a cidade tem um potencial para a prática de vendas destes produtos e vários empresários do ramo estão se reunindo para definir diretrizes para a criação do Polo Cervejeiro da região.
Para Moraes, o episódio da Baker é isolado. "Não acredito que o caso da cervejaria irá afetar as vendas e o próprio polo. Porém, acende o alerta para que as empresas de cervejas artesanais do Alto Tietê estejam sempre trabalhando corretamente para não acontecer o mesmo na nossa região", explicou.
A Vigilância Sanitária de Mogi das Cruzes iniciou um trabalho de inspeção nos locais onde foram identificadas a venda de marcas de cervejas da Baker. Os produtos já estavam isolados em áreas de acesso restrito e os estabelecimentos deverão apresentar à fiscalização os comprovantes da destinação dos produtos.
Segundo o órgão, as ações continuarão sendo realizadas nas inspeções de rotina e, caso seja verificada a existência dos produtos, será determinada a retirada dos estoques para devolução aos fornecedores. Aos consumidores, a orientação é que não consumam tais produtos e que a devolução seja feita ao local onde foram adquiridos. Caso algum consumidor tenha ingerido a bebida e se sinta mal, deve procurar um serviço de saúde e informar o consumo.
* Texto supervisionado pelo editor.