Como tramita na Câmara de Ferraz de Vasconcelos o projeto de lei que torna facultativa a presença de porta giratória no interior de agências bancárias, assim como, já vem acontecendo com o banco Santander, no centro, o Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região do Alto Tietê quer mais tempo para discutir o assunto. O fim da obrigatoriedade foi debatido durante reunião na Casa de Leis entre vereadores e representantes, ocorrida anteontem
Para os sindicalistas, a retirada da porta giratória pelo banco Santander deixou mais vulnerável a segurança e, portanto, pode colocar em risco a integridade física de funcionários e clientes em geral. Ainda de acordo com os representantes da categoria, a porta giratória representa um instrumento de trabalho dos vigilantes. Na opinião deles, o modelo ideal para o dia a dia desses profissionais é o implantado pelo Itaú, já que o equipamento fica logo na entrada.
Em contrapartida, o banco Santander alegou que retirou a porta giratória de 315 agências de um total de 3.067 espalhadas pelo país e, no entanto, ao contrário do que acredita o sindicato dos trabalhadores, a medida reduziu drasticamente o número de assaltos nos últimos anos. Além disso, a mudança aumentou ainda mais o contato com correntista, diminuiu o tempo de permanência dele.
No Alto Tietê, além de Ferraz, a porta giratória já foi abolida nas agências do Santander de Poá e Suzano. Por outro lado, para contrapor aos argumentos apresentados pelo pessoal do Santander, a pedido dos vereadores, os sindicalistas também vão encaminhados dados apontando pontos negativos da decisão, ou seja, da retirada do equipamento de segurança mesmo com a vigência de uma lei municipal determinando a presença da porta giratória desde 1993.