Ainda descontente com a possibilidade de implantação de uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), proposta pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), por meio da concessão de um lote de rodovias paulistas, o movimento Pedágio Não, composto por mogianos e pessoas insatisfeitas com a instalação do posto de cobrança, planeja novas manifestações com adesivaço a partir de amanhã.
No final do mês passado, moradores dos condomínios Aruã, Brisas e EcoPark, e dos bairros Jardim Margarida, Jardim Piatã e Novo Horizonte, que ficam na beira da estrada, organizaram um protesto semelhante contra a instalação da praça do pedágio. Na oportunidade, uma carreata se concentrou na faixa central da rodovia e, segundo os organizadores, cerca 200 carros participaram da ação.
Amanhã, a partir das 18 horas, os integrantes do movimento Pedágio Não, juntamente com interessados no protesto, se concentrarão em frente ao condomínio Aruã e devem fazer o mesmo caminho realizado na primeira manifestação.
Já para o sábado, o adesivaço estará mais próximo à região central de Mogi das Cruzes, onde o movimento realizará manifestações na praça Kazuo Kimura, a conhecida rotatória do Habib's, a partir das 9 horas.
Primeiro ato
A manifestação do dia 27 do mês passado começou às 9h30, no posto de gasolina em frente ao condomínio Aruã. Com cartazes e nariz de palhaço, os moradores gritaram que são contra a implantação do pedágio. A carreata, até a entrada de Mogi, no bairro da Ponte Grande, levou cerca de uma hora, com tráfego lento, e recebeu apoio das Polícias Militar e Rodoviária. O encerramento da mobilização foi no km 45 da SP-88, em frente à Casa do Queijo, onde os motoristas permaneceram parados por aproximadamente dez minutos.