A direção do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) oficializou ao governador João Doria (PSDB) a posição contrária de prefeitos e deputados estaduais e federais da região à implantação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). No documento protocolado na última segunda-feira, as autoridades apontam para a inviabilidade da proposta e alertam sobre os prejuízos.
Entregue também ao secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, e ao diretor geral da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, o documento tem o apoio dos prefeitos das 12 cidades que integram o consórcio - Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano.
Também assinam o ofício os deputados estaduais André do Prado (PL), Marcos Damásio (PL) e Rodrigo Gambale (PSL) e os deputados federais Katia Sastre (PL), Marcio Alvino (PL) e Roberto de Lucena (Pode).
Prefeitos e deputados lamentam que os municípios não tenham sido consultados antes da divulgação da proposta. Afinal, segundo eles, é certo que a implantação de uma praça de pedágio "inviabiliza o desenvolvimento de atividades produtivas essenciais para a economia da região", como a agricultura e indústria, além de prejudicar os milhares de estudantes e trabalhadores que se deslocam pela via.
Ao governador, as autoridades argumentam que, "comprometer atividades produtivas é incabível", ainda mais diante do potencial também de inviabilizar futuros investimentos na Região, a qual tem uma das suas principais apostas justamente na localização estratégica e ramais logísticos.