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O Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe) iniciou o mês de prevenção e combate à violência contra a mulher, que prevê uma série de atividades programadas em agosto, em alusão ao 13º ano da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006). Na oportunidade, também houve o lançamento do "Violentômetro" com a participação da dirigente do órgão social, a primeira-dama Larissa Ashiuchi.
O evento de abertura, realizado no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, na última terça-feira, ainda contou com palestras da titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM Suzano), Silmara Marcelino, que falou sobre as funções da unidade; da subcomandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Rosemary Ferreira Caxito, que apontou as ações desenvolvidas junto à Patrulha Maria da Penha; e sa presidente da Comissão da Mulher Advogada (OAB Suzano), Maria Margarida Mesquita, que explanou sobre as atividades da comissão e a Sala Rosa.
Inicialmente, Larissa ressaltou a importância do tema e as ações de vanguarda desempenhadas em Suzano contra a violência, além de destacar a sororidade que traz o mote da campanha "União é a nossa força", que se estende ao longo do mês, com cursos e palestras que abordam a temática. "O combate à violência doméstica é contínuo e este mês foi escolhido para nossa programação porque é marcado pela sanção da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto. Será uma oportunidade de reflexão sobre a sociedade e sobre o que nós podemos fazer no enfrentamento desta luta", afirmou.
A dirigente do Saspe ainda apontou a utilidade e dinamismo do "Violentômetro", que visa expor uma escala de violência criada para orientar e ajudar vítimas em situação de risco, além de instruir amigos e familiares a identificar sinais de violência doméstica. "O material é muito útil para compartilhar informação com amigas e conhecidas que podem estar passando por estágios de violência dentro de casa", disse ao agradecer o empenho da coordenadora do curso Promotoras Legais Populares (PLPs), Sandra Nogueira, e das demais convidadas.
No segundo momento do encontro, a delegada Silmara focou nas funções da unidade, que confere um atendimento acolhedor à vítima de violência, por meio da empatia. "Quando iniciei a carreira, há 15 anos, esses casos tinham grandes chances de serem arquivados e tratados como crimes de menor potencial ofensivo. Todos os dias vamos encontrar mulheres que tomaram coragem naquele momento. É um processo que não acaba com um boletim de ocorrências", contou.
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