Ao que indica a diretoria, os responsáveis pelo Mogi Basquete já começam a trabalhar com a possibilidade de não contar com o patrocinador master para a temporada 2019/2020 que começa hoje para os mogianos. O secretário de Esporte e Lazer de Mogi das Cruzes, Nilo Guimarães confirmou que a equipe pode ficar sem o investidor máximo. "É uma hipótese super possível de acontecer", ressaltou. Ainda sobre o tema, o chefe da pasta destacou que o contrário também pode ocorrer e um patrocinador fechar acordo em um último momento. "Antes eram nove patrocinadores, agora são 22. Nunca tivemos a quantia total, sempre precisamos de bilheteria para completar as despesas".
Os valores envolvidos para uma temporada do basquete brasileiro são altos. Segundo informou o secretário Guimarães, o valor gira em torno de R$ 5 milhões por ano, sendo que mensalmente, são gastos R$ 400 mil.
"Será uma temporada difícil. Com a Champions League vamos jogar fora do país, em viagens longas. Será trabalhoso mas tenho certeza que vamos brigar lá em cima", concluiu Guimarães.
Pronto para a temporada, o time do Mogi Basquete foi apresentado ontem e com algumas mudanças que já foram anunciadas à imprensa. Além dos novos atletas que estarão em quadra honrando a camisa mogiana, os uniformes para a temporada 2019/2020 também foram apresentados sem grandes mudanças em relação aos outros anos. Vale ressaltar que a temporada para o Mogi Basquete começa hoje, às 20 horas no Ginásio Professor Hugo Ramos, contra a Sorocabana, em partida válida pela primeira rodada do Campeonato Paulista.
O treinador disse que a o time de Mogi de fato sofreu mudanças, mas que as expectativas são boas para a temporada. "Nem melhor nem pior, apenas diferente. Nós temos mais jogadores de outras características e o importante é resultado e vitórias", enfatizou Guerrinha. Sobre as novidades, o treinador disse que o time perde em jogadores finalizadores, com a saída do Shamell e o JP Batista, mas o ganho está na divisão do poder de decisão das jogadas. "A gente jogava muito taticamente na primeira bola dentro do garrafão para iniciar e criar, hoje a gente joga com todo mundo, fazendo bloqueio, com ou sem a bola. Temos um time mais intenso".
O ala André Goes ressaltou o equilíbrio entre os times brasileiros, o que faz com que Mogi possa chegar longe nos torneios que disputar. "Acho que temos alguns favoritos, que estão melhores por terem mantido uma base. E ai em um segundo escalão está mais embolado", concluiu.
Shamell no Hugão
No próximo sábado, o Mogi Basquete enfrenta em sua casa o São Paulo, atual time do ala Shamell. Evidentemente a torcida mogiana deve receber o atleta com respeito por sua bela passagem no clube. Ou será que não?
Para o torcedor fiel Wagner Lorijola, que acompanha o clube em todos os jogos, o respeito e as boas lembranças ficam do lado de fora da quadra. "Antes do jogo com abraços, mas pisou em quadra vamos ter que vaiar. É nosso adversário. Depois da amizade volta. Mogi acima de tudo", ressaltou o torcedor.