O Ministério da Saúde realizou ontem um alerta de vacinação contra o sarampo para os pais e responsáveis que pretendem viajar com crianças menores de um ano de idade para algumas regiões do Estado consideradas com surto ativo da doença. De acordo com o órgão, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes estão na lista dos 37 municípios com essa classificação. Na primeira cidade existem quatro casos confirmados e na segunda, seis. Na região, as dez cidades somam 15 pessoas infectadas.
A denominação de "surto ativo" vai para todas as cidades que mantiveram o crescimento contínuo dos índices de sarampo até o dia 26 do mês anterior e, partir do primeiro caso da doença a região já passa a ser considerada com surtos, segundo o Ministério da Saúde.
A recomendação oficial é que as crianças sejam imunizadas 15 dias antes da data prevista da viagem.
Entre as 39 cidades que apresentam o surto estão São Paulo, Santos, Santo André, Guarulhos, São José dos Campos, Taubaté e Rio de Janeiro.
Para interromper a cadeia de circulação do vírus do sarampo, o Ministério da Saúde, em parceria com os Estados e municípios, estão realizando diversas ações, entre elas, o bloqueio vacinal seletivo e ações de rotina de vacinação; e campanhas de vacinação para a população de 15 a 29 anos de idade, esta última, em alguns municípios.
O Governo Federal relembra que cabe aos estados divulgar amplamente a orientação para os serviços de saúde a fim de oferecer proteção para toda a população, especialmente as crianças menores de um ano de idade, além de garantir a vacinação de rotina às crianças já residentes nas localidades de surto ativo de sarampo.
Arujá e Suzano
Na sexta-feira passada a Secretaria de Saúde de Arujá afirmou que surgiram três constatações da doença. Há duas semanas não havia nenhum registro no município. Em Suzano existem duas confirmações.
Os responsáveis pela Saúde orientam a população não apenas a aderir à campanha de vacinação, como também devem verificar a situação da caderneta de vacinação.
Caso algumas pessoas tenham dúvidas se já receberam a imunização ou não, basta se certificar pelo documento. Caso não possua mais, a pessoa deve ser imunizada o quanto antes.
*Texto supervisionado pelo editor.