Com o desligamento da Organização Social (OS) Pró-Saúde das atividades de gerenciamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Alto do Ipiranga, divulgada anteontem pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, o prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou ontem que espera que a instituição não tome atitudes trabalhistas semelhantes com as quais estão tendo após perder a licitação para gerir o Hospital Municipal de Braz Cubas.

Até um novo chamamento público ser realizado, o Executivo mogiano está finalizando a contratação emergencial de uma nova OS para gerenciar a unidade a partir do dia 26 de agosto, até o final deste ano. O chefe do Executivo mogiano também destacou que a administração municipal recebeu recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) à respeito de contratações com a Pró-Saúde, já que devido à problemas que a instituição teve em outros municípios, Mogi não renovaria o contrato. “Existe um julgamento no TCE que impede a Pró-Saúde de contratualizar com o município, pois algumas análises apontaram problemas que eles tiveram em outras cidades, então a prefeitura não pode renovar com a Pró-Saúde”.

Já em relação aos impasses entre a instituição filantrópica e a prefeitura, Melo garantiu que não recebeu a última prestação de contas da OS e dessa forma, não há como o Executivo reembolsá-la. “Esperamos que a Pró-Saúde faça a quitação de contas dos colaboradores e se a prefeitura identificar que a prestação de contas está correta, vamos reembolsar”, finalizou.