Diferentemente da Holanda e outros países da Europa, onde o número de pessoas que utilizam a bicicleta como principal meio de transporte é muito alto, o Brasil ainda está longe dessa realidade, no entanto, isso não impossibilita que os municípios desenvolvam ações e trajetos específicos para incentivar o uso desse veículo, além de beneficiar a quem já o utiliza no dia a dia. Em Mogi das Cruzes há um Plano de Mobilidade Urbana, aprovado no ano passado, que contempla o sistema cicloviário. A previsão é para que no futuro sejam implantados mais de 60 quilômetros de ciclovia pela cidade.
De acordo com o secretário de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, o município possui um Plano Cicloviário, que atualmente está em fase de aprovação pela Caixa Econômica Federal. A intenção é que o valor de R$ 5.304.000,00 possa ser utilizado a uma série de intervenções nas vias, com a implantação de 30 quilômetros de ciclovia que atravessa o município por 15 trechos, saindo do distrito de Jundiapeba, chegando até Sabaúna. Esse projeto possibilitará que todas as ciclovias já existentes hoje possam ser interligadas. "É possível que haja novas interligações. Nossa intenção é tentar unir essas ciclovias com os terminais de ônibus da cidade", explicou o chefe da Pasta de Transportes. Atualmente, existem 24 quilômetros de ciclovia.
Os trechos que contemplam o Plano Cicloviário são nas avenidas Presidente Altino Arantes; das Orquídeas; Anchieta; governador Adhemar de Barros; Francisco Rodrigues Filho; Antonio de Almeida; Pedro Romero; João XXIII; Dante Jordão Stoppa; Nellusco Lourenço Boratto e Romilda Pecorari; além das ruas David Bobrow; Tenente Onofre de Aguiar; Borges Vieira e Casarejos.
Já no projeto Mog Ecotietê, que ainda está em processo - já que o financiamento para que o mesmo seja colocado em prática está em discussão junto à Câmara Andina de Fomento (CAF) -, também contempla uma proposta para os ciclistas no distrito de Cezar de Souza. Só nessa região serão 33 quilômetros de ciclovia.