A dívida das empresas estabelecidas no G5 do Alto Tietê - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá - relacionada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), chega à casa dos R$ 200 milhões, sendo de responsabilidade de 771 empresas.
Na relação das pessoas físicas ou jurídicas que possuem débitos com o FGTS, inscritas em dívida ativa, a empresa de Mogi que aparece como a maior devedora é a Transporte e Turismo Eroles Ltda, com uma dívida avaliada em R$ 18.819.153,34.
A empresa, criada em 1934 e que por mais de seis décadas deteve a concessão do transporte público municipal, possui uma dívida ainda maior, se levado em consideração as pendências previdenciárias e as tributárias não previdenciárias: cerca de R$ 276,8 milhões.
A dívida acumulada em Itaquaquecetuba é a maior da região, R$ 69.820.700,16, dividida entre 183 empregadores. A maior devedora é a corporação Massari S/A Indústria de Viaturas, fechada em 2008, com um débito de R$ 7.182.744,28 apenas referente ao FGTS. Levando em consideração também as dívidas previdenciária e a tributária não previdenciária, o montante chega a
R$ 21.340.010,86.
Perto deste valor, a responsável por aproximadamente 25% do montante em débito pelas 133 empresas devedoras de Suzano é a Santa Casa de Misericórdia, com
R$ 7.898.063,73. A dívida total da entidade com a Fazenda está avaliada em cerca de R$ 28 milhões.
A situação da unidade de saúde é crítica, visto que a dívida total está avaliada em R$ 300 milhões, tanto que, recentemente, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) participou do lançamento da campanha Amigos da Santa Casa, uma ação para promover o voluntariado e estimular as doações para garantir a continuidade do funcionamento e melhorar o atendimento ao público.
Em nota, a administração de Suzano afirmou que o Conselho Fiscal Voluntário da Santa Casa está estudando, por meio dos setores jurídico e contábil, o plano de ação para regularizar a dívida do FGTS, que vem desde a administração passada. "O conselho, em conjunto com a administração municipal, reafirma os esforços para saldar as dívidas da entidade e manter o único hospital público da cidade com as portas abertas", garantiu o Executivo.
Para justificar, a prefeitura cita como exemplo os acordos apresentados em junho à Justiça e a um grupo de ex-funcionários, para suspender o leilão do prédio em razão da dívida trabalhista vinda desde 1994. "O saldo do FGTS nestes casos, inclusive, já está englobado nos acordos apresentados. Com isso, o leilão foi suspenso e o hospital mantém o atendimento à população", complementou a nota do Executivo suzanense.
Em Ferraz, a empresa que encabeça o ranking das devedoras é a Allfriz, fabricante de peças e acessórios para veículos, que está em atividade na cidade, na Vila Loanda. São R$ 4.027.166,89 devidos de FGTS, sem mencionar outros R$ 22 milhões relacionados a outras dívidas tributárias, resultando em um débito de aproximadamente R$ 27 milhões.
Por fim, mas com uma dívida total avaliada em
R$ 45 milhões, configura-se a Leão e Jetex Indústria Textil Ltda, que também está em atividade atualmente. Em relação ao FGTS, são
R$ 3.321.148,50 em débito da empresa fundada em 1945 e que iniciou suas atividades com serviços de tingimento de fios em pequena escala.
As empresas citadas foram procuradas pela reportagem, bem como os representantes judiciais dos estabelecimentos que já encerraram suas atividades, mas, por enquanto, não houve resposta.
*Texto supervisionado pelo editor.