O Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) e a Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Mogi das Cruzes tiveram ontem, durante a 3ª Reunião Plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que aconteceu na sede do Executivo, dois projetos aprovados no valor de R$ 5.258.593,02. O projeto do Semae diz respeito sobre controle de perdas e o da pasta de Planejamento é para a criação de sistemas de informações geográficos, ou seja, mapear as áreas de mananciais de Mogi. As propostas serão financiadas com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Além das dez cidades do Alto Tietê, o grupo também conta com os municípios do ABC Paulista e da zona oeste. Ao todo, 36 municípios localizados na Grande São Paulo fazem parte do comitê, que engloba os reservatórios de Paraitinga, Ribeirão do Campo, Ponte Nova, Biritiba Mirim, Jundiaí, Taiaçupeba, Bilings, Guarapiranga, Pirapora, as represas do Sistema Cantareira e Pedro Beicht. "Mogi é a primeira cidade que contribui de maneira negativa para o esgotamento no Rio Tietê e ter esses recursos do comitê é uma maneira de aliviar essas questões. É um grande desafio e os próximos passos serão assinaturas de convênio e apresentação de novos projetos, no entanto, não temos prazo", explicou o presidente do comitê, o prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB).
Nos dois projetos aprovados o Executivo mogiano entrará com uma contrapartida. Por exemplo, o do Semae, que além de propor o controle de perdas, pede a implantação de sistema de automação, telemetria e telesupervisão do sistema de abastecimento de água do município. O Fehidro entrará com o investimento de R$ 3.698.743,60, já a prefeitura com R$ 415.542,94. Para o projeto da Secretaria de Planejamento o investimento do Fehidro será de R$ 1.018.432,48 e em contrapartida, o Executivo com R$ 125.874,00. "Os projetos têm que se encaixar com o Plano de Bacias indicando todos os aspectos necessários para aprovação e assim passando por cada etapa até ter a aprovação dos projetos. De seis projetos aprovados, dois são de Mogi, um ganho enorme para nós", disse o secretário de Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima.
De acordo com o comitê foram apresentadas 23 propostas, no entanto 17 foram reprovadas por constarem problemas nas documentações, como falta de licença ambiental, projeto Executivo e não enquadramento nas normas. Um segundo chamamento para os demais municípios deve acontecer nas próximas reuniões do grupo.