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Os moradores de Mogi das Cruzes estão animados com a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciada ontem pelo governo federal. Segundo estimativa dos comerciantes do Largo do Rosário, os resgates que começarão a ser autorizados a partir de setembro deverão contribuir com a circulação de um volume maior de dinheiro e automaticamente movimentar o comércio.
No centro de Mogi, comerciantes e população se mostraram animados com a renda extra. A comerciante de vestuários, Cristiane Olga, de 40 anos, explicou que as lojas já estão começando a se animar com o saque. "Com certeza a liberação do FGTS irá ajudar a crescer o movimento e isso vai beneficiar os dois lados, tanto do comércio como da população. Nas últimas vezes que ocorreu, as lojas tiveram um número muito alto de vendas", afirmou.
O governo federal anunciou ontem, que os repasses do FGTS serão distribuídos a partir de setembro, terão um valor limitado a R$ 500 por conta e devem beneficiar 96 milhões de trabalhadores por todo o país (leia mais na página 8).
A cozinheira Regineide Casarini Duque, 44, afirmou que o repasse do governo irá ajudar algumas pessoas, mas criticou a quantia. "O limite proposto pelo governo vai atrapalhar bastante na hora de fazer alguma compra, tudo bem que é bom estar recebendo algo que é de nosso direito, mas poderia ser um valor sem limite, que com certeza iria ajudar bem mais a população'', apontou.
Já a desempregada, Gisele Vicente Macorin, 40, disse que o limite poderia ser melhor, mas apontou que o dinheiro vai servir para outros investimentos. "Eu pretendo tirar este dinheiro para guardar e pensar em gastos futuros, como no Natal e no Ano Novo ou caso tenha alguma emergência. Por enquanto, eu não pretendo gastar, mas com certeza vai ajudar'', disse.
Inadimplentes
A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) afirmou que a medida do governo federal poderá dar mais um fôlego ao mercado, como foi em 2017, pois com mais dinheiro em circulação, o consumo deve se aquecer bastante. "A entrada em circulação de um recurso que não era esperado deverá dar uma sacudida nos negócios", avaliou o presidente da entidade, Marco Zatsuga.
Ele ainda ressaltou que o valor de R$ 500 é a média da dívida dos consumidores inscritos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Cerca de 70% das pessoas com restrição ao crédito em Mogi possuem dívidas de até R$ 500. Segundo a ACMC, cerca de 15 mil pessoas estão com dívidas na cidade.
*Texto supervisionado pelo editor.
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