O Plano Diretor de Mogi das Cruzes possui uma proposta para implantar uma área industrial na recém-inaugurada avenida das Orquídeas. De acordo com o secretário de Planejamento e Urbanismo, Cláudio de Faria Rodrigues, a dimensão do trecho aberto na semana passada permite que existam espaços multifuncionais, que possam absorver de forma integrada áreas habitacionais, comerciais e industriais.
A ideia foi uma das alternativas apresentadas na manhã de ontem pela sociedade civil durante audiência pública do Plano Diretor, no auditório da prefeitura. No encontro, diversas propostas foram discutidas para a realização de futuras mudanças no município e, por isso, também contou com a participação da Comissão de Moradores da Vila Oliveira.
Outra tema debatido durante a audiência pública foi o fortalecimento do Taboão como distrito industrial. "A intenção é fazer com que o Taboão deixe de ser um distrito sede e se torne exclusivo. Desta forma, acreditamos que o segmento de industrialização seja aprimorado", explicou Rodrigues. Além do Taboão, Cocuera e Alto do Paratei também estiveram na lista da destinação como distrito.
O Corredor Ecológico também foi citado em uma das propostas realizadas pela sociedade civil. A área ligará o norte ao sul de Mogi e também é uma das prioridades do Plano Municipal da Mata Atlântica, desenvolvido pela Secretaria de Verde e Meio Ambiente. A inovação interligará a serra do Itapeti aos fragmentos da serra do Mar, facilitando o deslocamento de animais, a distribuição de sementes e a manutenção da cobertura vegetal.
De acordo com Rodrigues, a prefeitura tem 15 dias úteis, contando a partir de ontem, para publicar uma ata com todas as propostas discutidas na audiência, e 20 dias úteis para apresentar os resultados. "Após o vencimento dos prazos e todos os trâmites necessários, a câmara receberá as propostas na segunda quinzena de setembro deste ano. É importante ressaltarmos também que a participação da população é fundamental para discutir as diretrizes dos próximos anos da cidade", concluiu o secretário.
Esta não é a única alternativas de avanço para a cidade, já que Mogi vem recebendo vários investimentos. Um bom exemplo é o anúncio realizado na sexta-feira pela construtora MRV Engenharia sobre a edificação de 400 unidades habitacionais até o final do ano. A empresa também pretende construir mais 12 mil unidades nos próximos 12 meses.
*Texto supervisionado pelo editor.