A Prefeitura de Mogi das Cruzes tem duas semanas para apresentar uma proposta aos moradores de Mogi das Cruzes que entraram com um requerimento na Justiça exigindo a redução do valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O prazo foi estipulado pela promotoria após a formalização dos documentos entregues por participantes do Movimento IPTU Justo Mogi das Cruzes, que promovem protestos e reuniões a favor da causa.
De acordo com um dos participantes do movimento, Silvio Marques, de 54 anos, a prefeitura vem cobrando um valor abusivo para mais de cinco mil pessoas. "Os impostos exigidos pelo município não condizem com a estrutura das residências. Muitas são pequenas e possuem poucos cômodos e os moradores receberam cobranças altas demais", explicou.
Nos últimos dois anos, o IPTU causou polêmica na cidade. No final do ano passado, a Câmara de Mogi aprovou o reajuste do imposto de 4,56%, o que gerou reclamações da população. Muitos mogianos alegam que, apesar de terem áreas construídas em seus terrenos sem a autorização da prefeitura, o acréscimo no valor não condiz com o tamanho da construção. As seguidas falhas na cobrança do IPTU acabaram culminando na demissão do secretário de Finanças, Aurílio Caiado, em fevereiro deste ano.
*Texto supervisionado pelo editor.