Mais uma empresa de transporte por aplicativo almeja prestar o serviço em Mogi das Cruzes, mas também encontra barreiras com a legislação atual. Trata-se da Garupa, empresa fundada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e que já presta o serviço nos municípios de Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá, onde conta com 150 motoristas.
O sócio-operador da plataforma no Alto Tietê, Marcos José Avelino, que mora em São Paulo mas pretende se mudar para o Alto Tietê, disse que há a intenção da plataforma se cadastrar em Mogi, mas que com a atual lei vigente no município, o serviço fica inviável. "Ainda não tive contato direto com ninguém da secretaria, mas já conversei por telefone com representantes da pasta e uma reunião está para ser marcada", destacou Avelino.
Segundo ele, os conflitos entre administração municipal e as empresas do segmento não são exclusividade dos mogianos, e que como solução para essas divergências, a Garupa apresenta uma lei que é utilizada em algumas cidades do Rio Grande do Sul, vista pela plataforma como símbolo de modelo justo. Os principais pontos da legislação são a obrigatoriedade da empresa possuir uma sede na cidade e a abertura dos dados dos motoristas para que a administração tenha certo controle.
"Tivemos uma reunião com representantes da Secretaria de Transportes de Poá e eles gostaram da lei que temos em mãos e ainda cogitaram a hipótese de apresentar essa regulamentação para os representantes do Condemat", afirmou Avelino, se referindo ao Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.
Uma das ações que a Garupa implementa em todas as cidades nas quais se instala é a parceria da empresa com as prefeituras e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Em cada corrida solicitada, o passageiro recebe uma notificação se ele gostaria de doar R$ 0,30 para a Apae da cidade onde a corrida foi solicitada. Segundo Avelino, as prefeituras e a entidade gostam muito deste projeto. "Este é um dos lados sociais da empresa", completou o sócio-operador.
Concorrentes
Em Mogi, a única empresa regularizada para atuar na cidade é a Zomm, que além do aplicativo convencional possui o Zomm Mulheres, ferramenta exclusiva para o público feminino. Porém, a empresa esbarra nas mesmas limitações da legislação e aguarda mudanças para entrar definitivamente em operação. A principal divergência é a taxa mensal de R$ 87 para cada motorista cadastrado, considerada inviável pela empresa.
Outros dois grupos de transporte de passageiros por aplicativo, a Uber e a 99, vivem situações semelhantes. A primeira, sem cadastro regular na cidade, está impedida legalmente de operar. Já a 99 trabalha com o respaldo de uma liminar da Justiça.
*Texto supervisionado pelo editor.