Depois de dois meses de saldo positivo, a indústria do Alto Tietê voltou a demitir em junho. O nível de emprego industrial, divulgado ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), apresentou variação de -0,84%, o que significou uma queda de aproximadamente 500 postos de trabalho nas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
Com o resultado, o Alto Tietê fechou o primeiro semestre com um saldo de 350 empregos (acumulado de 0,55%). Em seis meses, a Indústria na região criou 1,1 mil vagas de trabalho, mas fechou outras 750, o que preocupa a direção do Ciesp Alto Tietê. "Mesmo num patamar abaixo do desejado, a Indústria no Alto Tietê vinha num crescente e com um saldo satisfatório de empregos criados frente a outras regiões paulistas. Porém, agora também sentimos o reflexo da retração da produção industrial de forma mais acentuada e com preocupação porque, infelizmente, não há perspectivas a curto prazo de melhora", avaliou José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp. "A aprovação da reforma da Previdência deu ânimo, mas ainda não o suficiente para provocar uma reação do mercado. Embora o saldo do semestre permaneça positivo, junho de 2019 teve o pior resultado dos últimos seis anos na Região", acrescentou.
No mês passado, o Alto Tietê acompanhou os índices negativos registrados pelo Estado quase como um todo. Das 36 regiões industriais analisadas, 27 contabilizaram variações decrescentes no nível de emprego, o que gerou uma média estadual de -0,61%, com fechamento de 13 mil postos de trabalho.
No Alto Tietê, o resultado foi influenciado pelas variações negativas de Veículos Automotores e Autopeças (-0,82%); Produtos Químicos (-1,18%); Produtos Têxteis (-0,83%) e Produtos de Minerais Não-Metálicos (-0,69%).