Durante a República Velha (1889-1930), formou-se uma aliança entre os estados mais ricos e influentes do país na época - São Paulo e Minas Gerais - nos quais representantes alternavam-se no posto da presidência da república marcando o que ficou conhecido como a "política do café com leite". Entretanto, em 1930, o presidente Washington Luís, representante dos paulistas, rompeu a aliança com os mineiros e indicou o governador de São Paulo Júlio Prestes como seu sucessor, que venceu as eleições. As oligarquias mineiras não aceitaram o resultado e, por meio de um golpe de estado, colocaram Getúlio Vargas no poder.
O novo presidente fechou o Congresso Nacional, anulou a Constituição de 1891 e depôs governadores de diversos estados, passando a nomear interventores. As medidas desagradam profundamente as elites paulistas tradicionais.
No dia 23 de maio, as forças oposicionistas se encontraram e se defrontaram nas ruas de São Paulo, o que resultou na morte de alguns estudantes em praça pública, que ficaram famosos como MMDC (sigla das iniciais dos quatro jovens mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo). Essas mortes foram o estopim que deu início, no dia 9 de julho de 1932, à Revolução Constitucionalista. Foram quase três meses de batalhas sangrentas, encerradas em 2 de outubro daquele mesmo ano, com a derrota militar dos constitucionalistas.
Alguns especialistas, entretanto, ressaltam que moralmente em termos de mudança no país, o movimento foi vencedor, porque logo depois do término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934. (F.A.)