O vereador e presidente da Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social da Câmara de Poá, Mário de Oliveira (PRP), o Marinho do Jornal, encaminhou anteontem, um ofício ao secretário Municipal de Educação, Carlos Humberto Martins, para que ele forneça um esclarecimento sobre a reunião realizada no dia 15, com pais e alunos portadores de necessidades especiais, na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Márcio Gomes e a ida das crianças à Câmara de Vereadores de São Paulo.
"Nós ficamos sabendo pelas redes sociais sobre a reunião que o secretário havia feito com os pais das crianças e ficamos preocupados. Eu, como sou presidente da Comissão de Educação, resolvi fazer um ofício para que o secretário responda. Para mim pareceu (que a reunião foi) quase uma ameaça'', afirmou.
De acordo com Marinho do Jornal, a reunião deu a impressão que a prefeitura estava pressionando os pais para que fossem à Câmara dos Vereadores de São Paulo, com as crianças portadoras de necessidades especiais, na tentativa de sensibilizar os parlamentares. "E isso tudo começou depois que falaram para os pais que a crianças não teriam mais cadeira de rodas, que não iriam ter mais transportes e que não teriam não mais os benefícios que já possuem, mas isso não existe, não funciona desse jeito'', completou.
O Conselho Tutelar de Poá também teria entrado com um ofício para que o secretário forneça mais informações sobre a reunião. Segundo o vereador, ele e o Conselho Tutelar irão analisar a explicação do secretário e tomar as medidas necessárias.
Durante o evento de assinatura da ordem de serviço da construção do novo viaduto de Poá, ocorrido ontem, o prefeito Gian Lopes (PL) informou que a viagem das crianças teria partido dos pais e dos professores. "Eu acho que é importante os pais irem em uma manifestação pacífica e isso partiu dos próprios pais, não foi do prefeito e nem dos secretários. E isso é muito importante para a cidade'', concluiu.
Já o secretário de Educação informou que os pais foram convidados a irem em uma visita monitorada na câmara paulistana. "Eu acho que os pais devem saber o impacto que isso pode causar, não só no orçamento, mas principalmente nos serviços que são oferecidos. No que diz respeito a educação especial, nós oferecemos um serviço muito bom aqui. Dá para melhorar? Claro que dá, mas dá para piorar muito também e eles precisavam saber disto'', afirmou Carlos Humberto Martins.
O tema passou a ser discutido após o Banco Itaú, responsável pelas operações de cartões e leasing, que garante aproximadamente
R$ 157 milhões ao município por meio do Imposto Sobre Serviços (ISS), informar a saída do município. Cerca de 40% do valor da receita orçamentária anual de Poá será perdida com a saída da instituição.
*Texto supervisionado pelo editor.