A Prefeitura de Mogi das Cruzes rebateu a informação de que cerca de 300 famílias que moram próximas ao rio Jundiaí, em Jundiapeba, estão enfrentando uma ordem de despejo. A palavra é do diretor da Coordenadoria de Habitação, João Vitor Ferraz, alegando que a informação é equivocada.
A estimativa de 300 famílias é do vereador Rodrigo Valverde (PT).
"De início, devo corrigir a informação de que a prefeitura enviou notificações aos moradores, isso foi realizado provavelmente pelo Ministério Público (MP). Além disso, o comunicado foi entregue apenas a um casal e não para 300 famílias", reforçou o diretor João Vitor Ferraz. Ainda de acordo com o diretor, uma das pessoas que receberam ordem de despejo do MP já teria sido atendida por um programa de conjunto habitacional, portanto, não pode ser atendida novamente, conforme rege a regra do auxílio-moradia.
Posição mantida
Já o vereador Rodrigo Valverde garante que, independentemente de quantas pessoas foram notificadas pelo MP, existe um processo na Justiça para retirada das 300 famílias que vivem naquela área próxima ao rio Jundiaí. "A prefeitura realiza um processo de despejo de número 1000699-92.2017.8.26.0361 que visa retirar todos os moradores da área. Provavelmente, isso está sendo notificado aos poucos em diversas parcelas, mas se destina aos 300 habitantes da região", explicou o petista.
Valverde lembrou, ainda, que tudo isso pode ser certificado pelo laudo do Instituto de Pesquisas Técnicas (IPT), que confirma a área de risco e preservação, além de indicar a quantidade de famílias que vivem da área, que é correspondente a 300.
O agricultor André Luis Maceno, de 31 anos, é morador da área em Jundiapeba e confirmou que cerca de 300 famílias estão inseridas em espaços de preservação e risco. "A prefeitura está realizando a desocupação aos poucos, mas aproximadamente 300 famílias que moram aqui serão prejudicadas. Temos o processo em mãos e as notificações também, que constam a autoria da prefeitura", alegou.
*Texto supervisionado pelo editor.