As pessoas que moram próximas ao córrego Caputera, no bairro Vila Japão, em Itaquaquecetuba, sofrem há cerca de cinco anos com descarte feito no local. De acordo com os habitantes, a saúde deles é prejudicada pelas constantes mudanças da água e pelo cheiro que chega até as casas do entorno. Embora a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cesteb) ainda não tenha divulgado a substância que atingiu o córrego e o deixou com a cor roxa, no sábado passado, os habitantes suspeitam que houve o despejo de amônia no corpo d'água.
A aposentada Jandira Fernandes, de 77 anos, relatou como foram os dias do final de semana. "Nós temos medo de obter algum tipo de alergia e precisar ir para o hospital. Aqui na rua, por exemplo, tem uma moradora que realiza tratamentos de oxigenoterapia e não pode inalar cheiros deste tipo. As crianças e os idosos do bairro também passam mal frequentemente. Nós já fizemos diversas reclamações à prefeitura, mas nada foi resolvido", explicou. A moradora ainda disse que, quando se mudou para o bairro, lavava as roupas no mesmo rio onde muitas pessoas também se banhavam. De acordo com ela, a água era quase cristalina.
A também aposentada, Jacira Santos, 71, também mora próximo ao rio e contou que teve dificuldade para respirar no final de semana. "Na tarde de sábado passado eu fiquei com muita falta de ar pelo próprio cheiro da água. Embora hoje a coloração não esteja mais roxa, ele continua cheio de lixo", pontuou.
Em resposta à reportagem, a Cetesb afirmou que durante a tarde de ontem uma equipe da prefeitura realizou vistorias no local e continuará fazendo fiscalizações para identificar o responsável que despejou a substância no
córrego. (T.M.)
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