Um requerimento aprovado ontem na Câmara de Mogi, de autoria do vereador Iduigues Martins (PT), que pede informações ao Executivo sobre a abertura de uma via debaixo de redes de alta tensão, gerou debates no plenário. Isso porque, além da rua Joaquim de Melo Freire, no Alto do Ipiranga, citada pelo petista como sendo a que recebeu a abertura do espaço, sem uma definição se será uma via ou um estacionamento, outra área da Vila Natal também despertou o assunto.
De acordo com o vereador Protássio Nogueira (PSD), a rua das Cabras, na Vila Natal, abriga algumas construções debaixo de redes de alta tensão. O parlamentar explicou que há alguns anos não havia residências no local, mas que atualmente, já existem de quatro a cinco construções. O caso preocupa por conta da gravidade da situação. "Na Vila Natal, debaixo da rede de alta tensão, tem algumas construções, em até certo ponto da rua fizeram um jardim, mas depois há o espaço com as casas. Não sei quem é o responsável pela fiscalização ou quem é o dono do terreno, mas é preciso tomar providências", disse.
Construções debaixo de redes de alta tensão é um assunto debatido em Mogi há anos, especificamente pelo caso envolvendo as famílias que residem em área da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP-ISA). "Essa área na Vila Natal é um local que está sendo invadido e depois vão querer que a prefeitura indenize as famílias que moram lá, passar na frente na fila do Minha Casa, Minha Vida e prejudicar as pessoas que pagam aluguel. Vamos cobrar para que essas pessoas que estejam de forma irregular sejam retiradas", afirmou o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão.
Valet
Os parlamentares também aprovaram o Projeto de Lei 23/2018, do vereador Marcos Furlan (DEM), que estabelece normas para a prestação dos serviços de Valet, ou seja, de condução, manobra e guarda de veículos. Os estabelecimentos que oferecem o serviço deverão ter local seguro para guardar os carros, seguro para cobertura de incêndio, furto e colisão, além de emitir informações sobre o serviço prestado, assim haverá uma forma de verificar a quilometragem do carro e o valor cobrado. As empresas que descumprirem as normas deverão pagar uma multa de dez Unidades Fiscais do Município (UFM), o equivalente a R$ 1.740,70. (L.P.)