O Corredor Ecológico, área que ligará o norte ao sul de Mogi das Cruzes, é uma das principais propostas do Plano Municipal da Mata Atlântica, desenvolvido em conjunto pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e a Secretaria de Verde e Meio Ambiente. Ontem, durante um seminário sobre o planejamento realizado na própria universidade, o professor do curso de Políticas Públicas e Biologia da UMC, Ricardo Sartorello, e o diretor de licenciamento da pasta de Verde e Meio Ambiente, André Miragaia, explicaram sobre o assunto para universitários. No início de maio deste ano, o Executivo mogiano divulgou a minuta da revisão do Plano Diretor, ressaltando o Plano Municipal da Mata Atlântica, juntamente com a criação do Corredor Florestal como um dos tópicos mais significativos.
A criação do Corredor Ecológico está sendo debatida ao mesmo tempo da discussão da revisão do Plano Diretor, documento que trata todas as diretrizes para o município nos próximos anos. O corredor interligará a serra do Itapeti aos fragmentos da serra do Mar, o que permitirá o deslocamento de animais, a distribuição de sementes e a manutenção ou aumento da cobertura vegetal. "A principal proposta do Plano da Mata Atlântica é o Corredor Florestal, uma área importante de conectividade entre as duas serras. A universidade mapeou o caminho e a melhor coisa é determinar agora políticas públicas para que esse caminho se mantenha conectado", disse Miragaia.
A interligação dos extremos vai permitir a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento ambiental na região como um todo, pois as ações realizadas em Mogi refletirão diretamente nos municípios próximos. Para isso, os estudantes buscam entender quais as principais demandas da cidade hoje e desenvolvem questões científicas com base nelas. "Temos de discutir essas questões agora, pois é algo que não será possível fazer daqui a dez anos. A ideia não é engessar a cidade, mas manter estruturas fundamentais para que as áreas adequadas continuem vivas", explicou o Sartorello.