A ampliação da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes está sendo reavaliada, já que o município lançou um projeto para a construção da Maternidade Municipal, que será implantada no distrito de Braz Cubas, no antigo prédio do Fórum. A informação foi divulgada anteontem pela própria entidade.
A ampliação na Santa Casa possibilitaria o aumento do número de leitos obstétricos, de 38 para 55, e de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, de 9 para 20. A obra seria realizada após a conclusão da reforma do Pronto-Socorro (PS). O investimento estimado para a construção da Maternidade em Braz Cubas é de aproximadamente R$ 50 milhões.
A superlotação da Maternidade na Santa Casa é um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos no município. O prefeito Marcus Melo (PSDB) revelou durante a reabertura da Ilha Marabá, na Vila Mogilar, na quinta-feira, que a Santa Casa estava, naquele momento, com 72 gestantes para uma lotação de apenas 38 leitos, praticamente o dobro da capacidade. Além disso, o decreto para a construção da Maternidade Municipal foi publicado nesta semana.
"Estamos avançando na pré-qualificação e logo esperamos ter os recursos necessários para começar a obra. O cronograma é maior até por conta dos recursos. Estamos buscando junto aos governos federal e estadual e isso será de grande ajuda para a Santa Casa, pois hoje ela continua passando por dificuldades com superlotação", disse o prefeito.
Pronto-Socorro
A reforma do Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Mogi teve início no dia 15 de outubro do ano passado e atualmente está com 30% da obra concluída. De acordo com a entidade, restam os trabalhos considerados mais críticos, que são os espaços para observações e o Setor de Emergência. "A obra está sendo feita em etapas, transcorrendo dentro do cronograma previsto", afirmou a entidade.
Mesmo com a previsão do término da reforma estar marcada para outubro deste ano, há a possibilidade de prorrogação do prazo. "A obra está sendo feita sem interrupção dos nossos atendimentos no PS. Inclusive, foi elaborado um plano de ação para que as obras causem o menor transtorno possível à população e ao nosso atendimento diário", destacou o hospital.
Em fevereiro deste ano a reportagem publicou uma matéria sobre o assunto. Na ocasião, 20% da obra estavam concluídos. Atualmente, o Setor de Acolhimento de Gestantes - com sala de espera, exames, triagem, observação e medicação, já foi reformado e está funcionando, bem como os sanitários da recepção.